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Transformação social

Startup capixaba vai gerar oportunidade de renda para mulheres vítimas de violência

Projeto une capacitação, sustentabilidade e inclusão social ao transformar resíduo de café em biojoias produzidas por mulheres em situação de vulnerabilidade.

Publicado em 11 de Julho de 2025 às 17:47

Leticia Fortaleza

Publicado em 

11 jul 2025 às 17:47
Exemplares das biojóias, expostas durante o ESX 2025.
Exemplares das biojóias, expostas durante o ESX 2025. Crédito: Letícia Fortaleza
A Guriri Co., startup residente do hub de inovação da Rede Gazeta voltada à moda circular e ao impacto socioambiental, está avançando no desenvolvimento do projeto Coffea Art, iniciativa criada para reaproveitar a borra de café descartada no hub. Nesta nova etapa, a startup apresenta uma ação batizada de “Extra Forte”, que busca gerar renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica, em Vitória.
O projeto marca um novo momento na trajetória da Guriri Co., que desde a sua criação defende a união entre inovação e responsabilidade social. Com esse propósito, o Extra Forte vai oferecer às participantes capacitação técnica, suporte e acompanhamento para a produção de uma nova linha de biojoias, feitas com bioacetato derivado da borra de café.
Segundo o CEO da startup, Luís Santos, a iniciativa será viabilizada em parceria com instituições públicas e privadas, garantindo às mulheres acesso à formação prática e apoio financeiro durante a produção. “Como somos uma empresa de impacto social e ambiental, o Coffea Art representa exatamente isso: a diferença efetiva na sociedade”, destaca Luís.
As primeiras peças da coleção serão apresentadas oficialmente durante a ESX 2025, maior evento de inovação e empreendedorismo do Espírito Santo, que acontece de 10 a 12 de julho, na Praça do Papa.
“Entendemos que não se trata apenas de ajuda financeira. Muitas dessas mulheres permanecem em ciclos de violência por falta de uma profissão ou independência econômica. A proposta do Extra Forte é justamente oferecer capacitação e uma oportunidade real para que elas possam recomeçar”, finaliza Luís.

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