O futuro do turismo no Espírito Santo depende de inovação, integração entre setores e valorização da cultura e dos recursos locais. Essa foi a principal mensagem do workshop “Turismo Sustentável”, realizado nesta quinta-feira (14), em Vitória, pelo Fonte Hub – espaço de inovação da Rede Gazeta – em parceria com a Cidade da Inovação, parque tecnológico do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
O evento reuniu representantes do poder público, instituições de ensino e empreendedores para discutir práticas capazes de tornar o turismo capixaba mais rentável, inclusivo e sustentável.
Entre os palestrantes estavam o gerente de educação profissional do Senac, Bruno Emílio; o secretário de turismo de Guarapari, Fernando Otávio; a subsecretária da Secretaria de Turismo do Estado (Setur), Lorena Vasques; o guia de turismo comunitário Fernando Martins, do projeto “Tour no Morro”; o diretor de negócios da cervejaria Azzurra, Thalles Guimarães; e a gerente de relações institucionais do Sebrae, Alline Zanoni.
Um dos destaques foi o anúncio do projeto da nova Escola de Hospitalidade e Turismo do Sesc/Senac, apresentado por Bruno Emílio. A proposta é formar profissionais e conectar trabalhadores e empresas do setor.
Valorizar o ser humano, o turista e o anfitrião, e desenvolver tecnologias sociais, é o caminho possível para um turismo verdadeiramente sustentável
A importância dos dados também ganhou destaque nas discussões. O secretário Fernando Otávio defendeu que, mais do que aumentar o fluxo de visitantes, é essencial compreender os impactos reais na economia local.
“Fluxo turístico demais não traz receita automaticamente. O grande desafio é termos dados coerentes e em volume suficiente para entender o que de fato está crescendo: se é a hospedagem, a alimentação ou o transporte. Sem métricas claras, fica difícil definir estratégias e parâmetros para evoluir”, apontou.
Ao fim do workshop, os participantes foram convidados a propor soluções reais durante o “Desafio da Inovação”, uma dinâmica colaborativa para estimular ideias concretas. Para a professora universitária Giovana Camiletti, o espaço permitiu transformar debates em ações com potencial de impacto.
“Ter um espaço de debate onde possamos ouvir poder público, iniciativa privada e sociedade civil ajuda a pensar possibilidades para um turismo verdadeiramente inovador. O desafio é o momento em que tudo o que discutimos se transforma em ações coletivas, mais factíveis e com potencial real de impacto”, destacou.