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Espírito Santo é o 4° estado mais próspero do país, aponta estudo

Espírito Santo é o 4º estado mais próspero do país, aponta estudo

Vitória aparece entre as três cidades líderes em impacto e desenvolvimento sistêmico no Brasil

Leticia Fortaleza

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Publicado em 5 de março de 2026 às 14:55

Levantamento posicionou o Espírito Santo entre os estados com melhor equilíbrio entre ambiente econômico, sociocultural e ambiental no país. Crédito: Jansen Lube

O Espírito Santo aparece na 4ª posição entre os estados mais prósperos do Brasil no estudo INDEI 2026 - Índice de Ecossistemas de Impacto, que avaliou o nível de maturidade de municípios e estados entre desenvolvimento econômico, capital social e sustentabilidade ambiental no país. No recorte municipal, Vitória ocupa a 3ª colocação no ranking.

O levantamento analisou 319 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e considerou 63 indicadores distribuídos em três eixos: econômico-empresarial, sociocultural e ambiental. De acordo com os dados, o Espírito Santo apresentou desempenho consistente entre seus municípios, com indicadores equilibrados nas três dimensões analisadas.

No caso de Vitória, o destaque está na integração entre os eixos avaliados, com desempenho mais forte nos indicadores socioculturais e ambientais. A capital aparece entre os territórios urbanos com maior grau de maturidade na chamada economia de impacto, modelo que busca alinhar geração de renda com responsabilidade social e ambiental.

Apesar da boa colocação, o estudo aponta desafios. Entre eles, a necessidade de ampliar a digitalização da economia de impacto no Estado e fortalecer a conectividade entre empresas, inovação aberta e novos negócios na capital.

Para Lícia Mesquita Ramos, presidente do Impact Hub Brasil, organização responsável pelo índice, o levantamento funciona como uma ferramenta de diagnóstico para orientar estratégias de desenvolvimento.

“O índice organiza evidências públicas em diferentes dimensões e ajuda a identificar onde cada território está forte e onde estão os principais gargalos. Isso permite apoiar políticas públicas e decisões estratégicas baseadas em indicadores, trazendo comparabilidade entre estados e cidades”, afirma.

A pesquisa também aponta que setores relevantes da economia capixaba, como petróleo e gás, mineração, celulose, rochas ornamentais e logística, ainda operam majoritariamente dentro da lógica da economia tradicional.

Para Lícia, o avanço da economia de impacto depende da incorporação de práticas que ampliem a geração de valor social e ambiental nesses segmentos.

“O desafio é conectar crescimento econômico a temas como eficiência energética, inovação tecnológica, economia circular e redução de emissões. Em um cenário global em que investidores e consumidores estão cada vez mais atentos a esses critérios, incorporar impacto passa a ser também um fator de competitividade econômica”, diz.

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