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"É expor pessoas ao vírus", diz leitor sobre volta de aula presencial

O governo do Espírito Santo autorizou o retomada das atividades em sala de aula para o ensino superior a partir de 14 de setembro. Ensino presencial na educação básica continua suspenso até o fim de setembro

Publicado em 26/08/2020 às 17h12
Atualizado em 27/08/2020 às 09h44
Sala de aula: governo do ES definiu regras para retomada das atividades nas escolas
Sala de aula: governo do ES definiu regras para retomada das atividades nas escolas . Crédito: Pixabay

governo do Espírito Santo autorizou o retorno das aulas presenciais para o ensino superior a partir de 14 de setembro. As faculdades terão que cumprir uma série de protocolos sanitários, como distanciamento social e regras de higiene, para receber os alunos nas salas de aula. As atividades na educação básica continuam suspensas até o fim de setembro. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (26).

"A educação básica ainda estamos avaliando. Vamos manter setembro sem retorno às aulas. Vamos avaliar em setembro se é possível voltar em outubro. Se pudermos, de alguma forma, o que voltará primeiro será o ensino médio. Mas precisamos percorrer mais dias", explicou o governador Renato Casagrande

As regras para as faculdades incluem medição de temperatura e revezamento de alunos. Parte dos alunos poderá acompanhar as aulas de forma on-line, de forma síncrona às atividades em sala de aula. Os critérios de revezamento, se semanal ou quinzenal, por exemplo, ficarão a cargo das instituições. 

O secretário da Educação, Vitor de Angelo, destacou a necessidade de que cada instituição crie um comitê de prevenção. "Isso é fundamental para corresponsabilizar a todas as pessoas. Afinal, é importante que todos sigam os protocolos. Cada um tem sua parcela de responsabilidade, mas no final, são as pessoas que higienizam as mãos, usam máscaras, fazem distanciamento", disse na coletiva.

O retorno às atividades presenciais não é consenso entre os leitores de A Gazeta. Nas redes sociais, os internautas comentaram sobre o risco de os alunos levarem o vírus para casa. A possibilidade de que as atividades sejam retomadas em outubro para a educação básica e a falta de estrutura na rede pública de ensino também foram debatidas. Confira alguns comentários:

Para quê? O ensino on-line não está funcionando? É expor desnecessariamente as pessoas ao vírus. Se a plataforma funciona, então continua. Se o aluno é dedicado e esforçado dentro de sala, ele será também pelo computador. (Daniel Bada)

Apoio todos que são contra o retorno das aulas. Não sou da educação, mas sei que não tem estrutura física pra voltar. Falta de respeito com a população. Isso é covardia! Não mandem seus filhos! Unam-se, professores e pais! Mostrem a força do povo. (Vanusa Fadini)

A forma como ficam os banheiros e as salas de aulas das escolas só nos demonstra como muitos lidam com a higiene. Não tem como retornar as aulas ainda, pois o número de casos novos diários da doença ainda é muito alto, não sabemos quem desenvolverá forma grave. É tudo muito novo e grave. É covardia expor nossas crianças, seus familiares e funcionários das escolas. Não somos estatística. (Sueli Carvalho Rangel)

Bora espalhar a Covid-19 com essa decisão. Eu imagino o quanto o governo deve estar acuado com as universidades pegando no pé dele, porque os alunos querem descontos nas mensalidades. (Patricia Cabral)

Na minha opinião, o ensino on-line está sendo tempo jogado fora. Só para não dizer que não fez nada, pois nem todos têm acesso . (Paulo Almeida)

Um escola municipal de Vila Velha não tem quadra... A escola foi entregue em 2015 sem a quadra e até hoje não finalizaram a obra. O espaço para recreio é minúsculo, não tem como nem fazer distanciamento mesmo se mandarem para a escola 10 alunos por dia. As salas tem 35 alunos, são pequenas e sem ventilação necessária. Moral da história: a escola não tem condições de voltar às aulas em plena pandemia. Vocês, antes de decidirem sobre a volta às aulas, façam uma pesquisa nas escolas e perguntem aos responsáveis pelas crianças o que acham disso. Estamos falando em vidas de crianças e funcionários. Perder um ano letivo não é nada perto de 116 mil vidas perdidas só no Brasil. (Hyngrid Callegari)

Imagina o Transcol como que vai ficar, se sem aula já estão lotados (Erica Farias)

Além de não ter o papel higiênico, também não tem sabonete para lavar as mãos! As minhas filhas sempre levaram papel e sabonete para a escola e olha que é direito do aluno ter o básico nas escolas, quem dirá álcool e distanciamento! (Lucineidia Serafim)

A maioria das escolas públicas não tem papel mesmo, isso é uma vergonha, pagamos impostos de tudo, acredito que merecemos mais… Ainda tem coragem de falar em retornar às aulas. (Euziley Fonseca)

Fico preocupada com as escolas onde só tem uma servente (tia) que tem que cuidar da merenda e da limpeza. (Jacira Wilson)

Pois é, se tomando todos os cuidado de higiene para não pegar esse coronavírus, estão pegando, ainda mais faltando as coisas mais necessárias. Vai virar um colapso. (Aparecida Martins Roque)

Nem as escolas particulares têm condições do retorno das aulas, não tem condições adequadas, imaginem as públicas. Tem escolas em que falta o básico. Sou totalmente contra o retorno das aulas. (Brunela Covre)

Aglomerações, bares, praia, academias, shopping, comércio funcionando, tudo rolando normal... não tem quarentena e isolamento, parece que a Covid-19 não existe aqui… por que não podem estudar? (Joceny Santana Barreto)

É sala que não tem estrutura nenhuma, pequenas, fora que não tem pessoal suficiente para limpeza da maneira que deve ser daqui pra frente... conheço bem essa realidade, trabalho em escola. (Marilza Vaneli)

Sou contra a volta às aulas, pois ainda não há vacina. Estamos em quarentena e não de férias. Muitos professores estão curtindo como se estivesse de férias. (Clebio Dias)

Os professores estão trabalhando sim, inclusive sem final de semana, usando celular que é de uso particular. Sala da casa virou sala de aula, vídeo com sua imagem sendo enviado para grupos de Whatsapp. Funcionários da Educação, que estão em depressão, não existe mais feriado nem sábado, nem domingo. Reuniões on-line, às vezes duas, três no mesmo dia… (Tereza dos Santos)

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