O Serra realizou um feito enorme ao vencer o Remo, na última quarta-feira (13), e se classificar para a segunda fase da Copa do Brasil. Além de quebrar o incômodo tabu (24 anos sem chegar à segunda fase da competição nacional) que assombrava o futebol capixaba, o Tricolor Serrano terá acesso a uma receita que, se bem administrada, será fundamental para o futuro da equipe na temporada em que a Série D do Campeonato Brasileiro se apresentará como um grande desafio.
Pela participação na primeira fase da Copa do Brasil, o Serra teve direito a R$ 525 mil, dos quais pediu a antecipação de R$ 200 mil, ainda em 2018, para montar a equipe que disputou a Copa Espírito Santo daquele ano, de acordo com o repórter Richard Pinheiro, do Globoesporte.com/es. Restaram então R$ 325 mil nos cofres do clube. Agora, por conta do avanço à segunda fase da competição nacional, o Tricolor Serrano vai embolsar mais R$ 625 mil.
Vale destacar que terá ainda uma parte significativa da renda do jogo contra o Vasco, válido pela segunda fase da Copa do Brasil, no Kleber Andrade, na próxima quarta-feira (20). Serão 60% dos rendimentos em caso de vitória, ou 40% em caso de derrota. Além da possibilidade de lucrar com um patrocínio pontual em uma partida que terá transmissão em TV aberta para boa parte do país.
Essa quantia em dinheiro permitirá que o Serra se planeje bem para lutar pelo acesso à Série C do Campeonato Brasileiro, principal objetivo do clube na temporada. A comissão técnica tem essa meta muito clara em seu planejamento. Após a vitória sobre o Remo, o técnico Cleiton Marcelino deixou bem claro que o Serra vai priorizar as competições nacionais.
"Essa vitória nos dá um segundo semestre com um planejamento melhor, o clube precisava dessa receita", esclareceu o treinador, mostrando que está pensando lá na frente. Agora cabe a diretoria estar alinhada à comissão técnica para gerir o recurso da melhor forma possível, que é montar um time competitivo para a Série D.
Difícil, mas não impossível
Dentro de campo, o Vasco é favorito contra o Serra. Terá mais torcida no estádio e jogadores decisivos em campo, como o atacante argentino Maxi López. Um adversário difícil, mas que já deu mostras que não é imbatível. Basta lembrar da primeira fase da Copa do Brasil quando o Cruz-Maltino sofreu para empatar com o Juazeiro, graças a um pênalti para lá de questionável no fim da partida. E quem ousa duvidar do Serra? Uma equipe que já venceu o Fluminense em pleno Maracanã e que não se intimida frente a grandes obstáculos. É permitido sonhar.