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Pacotuba se firma como novo destino turístico em Cachoeiro

Distrito, que é o mais antigo da cidade do Sul do Estado, ganha força com turismo sustentável, empreendedorismo local e apoio do Sebrae/ES

Publicado em 26 de Setembro de 2025 às 18:30

Estúdio Gazeta

Publicado em 

26 set 2025 às 18:30
Flona de Pacotuba
Flona de Pacotuba abriga 449,40 hectares de Mata Atlântica Crédito: Divulgação
Cachoeiro de Itapemirim, cidade carinhosamente apelidada de “Capital secreta do mundo”, tem muitos tesouros que ainda podem ser descobertos. Em Pacotuba, por exemplo, o distrito mais antigo do município, tradições quilombolas e o contato com a natureza fazem a região despontar como destino que une cultura e sustentabilidade.
Para estruturar o turismo no local, o Sebrae/ES investiu em ações de valorização da Floresta Nacional de Pacotuba, que abriga 449,40 hectares de Mata Atlântica, com trilhas acessíveis para turistas, como a Trilha Científica, focada em observação de espécies nativas; a Trilha do Mirante, que vai até o local mais alto da floresta; e a Trilha das Árvores Centenárias, que se assemelha a uma floresta sem intervenção humana.
Para a chefe da Flona de Pacotuba, Augusta Gonçalves, a floresta é essencial para conservação da biodiversidade e para manutenção do ecossistema local, visto que a vegetação é responsável por regular o clima, minimiza ros efeitos das enchentes e promover a polinização das lavouras.
"O papel da Flona de Pacotuba é também melhorar a condição ambiental por meio da recuperação de áreas degradadas, fiscalização e controle dos incêndios. Apoiamos o desenvolvimento sustentável do entorno, fazendo com que tenhamos melhorias tanto da condição ambiental quanto da vida e da saúde da população, com promoção de atividades de educação ambiental e uso público que auxiliam no desenvolvimento econômico na região", conta.
Nesse aspecto, Augusta destaca que A Floresta Nacional de Pacotuba, em parceria com o Sebrae/ES, consegue viabilizar projetos como o diagnóstico turístico do entorno da unidade, o que auxilia na estruturação dos negócios dos empreendedores locais e, por consequência, atrai mais visitantes para a região.
“Além disso, nosso foco é o turismo sustentável e o envolvimento das comunidades locais, com destaque para quilombolas, negócios de alimentação e artesanato inspirado na fauna, flora e cultura da região”, completa Luciana Nogueira, analista do Sebrae/ES em Cachoeiro de Itapemirim.
No contexto do corredor ecológico da Floresta Nacional de Pacotuba, a Fazenda Giori, propriedade de descendentes de italianos, é referência por produzir o único café robusta orgânico e biodinâmico do Espírito Santo e do Brasil, com plantas de mais de 50 anos ainda em produção.
Ainda em Pacotuba, experiências também foram agregadas, como um passeio de trator, a exposição e venda de produtos dos empreendedores durante eventos, além de atividades lúdicas, como a contação de histórias em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeiro de Itapemirim.

Empreendedorismo com impacto social

Valéria produz bonecas negras que são símbolo de força e identidade
Valéria produz bonecas negras que são símbolo de força e identidade Crédito: Divulgação
A força do turismo em Pacotuba também se revela no trabalho de empreendedores locais que transformam talentos em oportunidades. A artesã Valéria da Silva, que é
moradora da comunidade quilombola de Monte Alegre, encontrou no artesanato uma forma de resistência e valorização cultural.
“Eu comecei a mexer com artesanato por querer quebrar um preconceito. Trabalhei em escola por cinco anos e vi que algumas pessoas não aceitavam pessoas negras nessa área, então, para mudar isso, comecei a trabalhar com culturas africanas”, comenta.
Valéria produz bonecas negras e outras peças a partir de materiais reaproveitados. Seu trabalho dá visibilidade à cultura afro e promove representatividade para crianças que, muitas vezes, nunca tiveram contato com brinquedos que refletem a diversidade brasileira.
“Quando você ouvir o não, vamos correr atrás do sim. Mesmo em meio a dificuldades, corro atrás do sim, porque é bem mais gratificante. É gratificante chegar numa feira, expor meu produto e receber elogios que me motivam a seguir em frente”, celebra.

Mel e experiências gastronômicas

Apiário Xavante produz diversos tipos de mel e hidromel
Apiário Xavante produz mel e hidromel em diversos sabores Crédito: Divulgação
Outro empreendimento de destaque em Pacotuba é o Apiário Xavante, comandado por Jones Gomes, que transformou a apicultura em experiência turística.
“O diferencial do meu produto é que aqui o cliente pode vir, experimentar, ir até o apiário e ter essa participação na produção”, explica o apicultor.
Além de diferentes tipos de mel, ele inova com a produção de hidromel em sabores variados, como banana, canela, maçã e jaca. Para ele, o apoio do Sebrae/ES foi fundamental para expandir a visão de negócio.
“O Sebrae/ES tem dado apoio por meio de cursos de apicultura e também sobre turismo. As consultorias ajudaram muito, inclusive, na ideia de criar uma rota turística”, conta.
Com a integração de empreendedores, comunidades quilombolas e instituições de apoio, Pacotuba se fortalece como território de experiências autênticas.
“Cachoeiro é um vale cultural emoldurado por belíssimas paisagens. Aqui, o passado e o presente se conectam revelando experiências autênticas, acolhedoras e surpreendentes”, resume Luciana Nogueira.

COMO CHEGAR? 

Saindo da Grande Vitória em direção a Pacotuba, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, o percurso de carro consiste em um trajeto com cerca de 150 quilômetros que dura, em média, duas horas e meia. O caminho mais comum é seguir pela BR-101 no sentido Sul, passando por Guarapari, Anchieta e Rio Novo do Sul, até chegar a Cachoeiro de Itapemirim.
Ao entrar na cidade, siga as indicações para o distrito de Pacotuba, localizado a aproximadamente 25 quilômetros do centro, com acesso pela ES-482. A estrada leva até a entrada do distrito, onde está a Floresta Nacional de Pacotuba.

Sebrae/ES

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