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Produtores rurais recebem pela preservação do meio ambiente e ajudam na recuperação do Rio Doce

Por Bruno Faustino

Publicado em 17 de Outubro de 2019 às 10:29

Publicado em 

17 out 2019 às 10:29
Crédito: Edson Chagas
Marilândia, no noroeste capixaba, é um município do Espírito Santo distante 147 km da capital Vitória. E ele é cortado pelo Rio Doce, sabia? E, se o Rio Doce passa por lá, é claro que eu também tinha que ir para a região. A cultura do café predomina em sua paisagem, sendo a base econômica do município, que possui pouco mais de 12 mil habitantes.

Confira o quinto episódio da websérie:

Até o início do século XIX, a região não passava de florestas virgens. Em meados do século XX, ocorreu, por lá, um grande fluxo migratório de várias origens, principalmente a italiana, incentivada pelo Governo Imperial, para solucionar o problema gerado pela falta de mão de obra na produção cafeeira. Esses colonizadores abriram as primeiras clareiras e iniciaram o plantio do café. Com isso, as áreas de mata foram diminuindo. E, agora, os produtores rurais se deram conta que, sem floresta, não tem água, não tem bicho, não há vida.
Bruno Faustino, jornalista Crédito: Edson Chagas
Começava aí um movimento para preservar matas nas propriedades. Afinal, muitas das nascentes da região dão origem a riachos que formam o Rio Doce. Assim, todos ganhariam. Desde que o rio foi atingido pelos rejeitos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015, a Fundação Renova desenvolve ações de reparação e compensação dos danos provocados pelo desastre. Uma delas é o Pagamento por Serviços Ambientais - uma recompensa financeira para aqueles agricultores que preservarem mata nas propriedades rurais.
Crédito: Edson Chagas
Até o momento, 270 proprietários estão aptos ao programa. Um deles é Edval Gallini. Ele cedeu três hectares da propriedade para o plantio de espécies da Mata Atlântica e está transformando um pasto numa bela floresta. Pela iniciativa, ele receberá R$ 252,00 por ano por hectare protegido. Ele me contou que o dinheiro é o que menos importa. Ele está preocupado é com o futuro, em manter a propriedade viva para as próximas gerações.
Outros 38 produtores de Marilândia participam também da iniciativa e dá gosto ver o engajamento da sociedade para um bem comum: o futuro do nosso Rio Doce.
Assinado: Bruno Faustino

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