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Especial Publicitário

No rio, no mar e em todo o lugar

Por Bruno Faustino

Publicado em 17 de Outubro de 2019 às 14:46

Publicado em 

17 out 2019 às 14:46
Crédito: Edson Chagas
Qual é o significado da palavra PESQUISA? Bom, para não errar, fui consultar o dicionário. A resposta: Pesquisa - substantivo feminino - conjunto de atividades que têm por finalidade a descoberta de novos conhecimentos no domínio científico, literário, artístico etc. Ah! Tem mais: investigação ou indagação minuciosa. Tudo isso expressa muito bem o trabalho realizado por cerca de 600 profissionais de todo o País que se dedicam nas ações de reparação do Rio Doce após rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015. Uma parceria da Fundação Renova com a Rede Rio Doce Mar.

Confira o sétimo episódio da websérie:

Eles estão presentes em todos os lugares: no rio, estuários, nos lagos, nas praias, na costa e no mar. Cada um com sua especialidade. Tem pesquisador monitorando a água do rio, enquanto outra equipe está de olho na vegetação costeira. Outro grupo monitora a fauna marinha, principalmente, os botos cinza, na foz do rio Doce, em Regência... E por aí vai...
Serão coletadas 43 mil amostras de água, sedimentos, animais e vegetais na bacia do Doce. Os primeiros resultados devem sair ainda este ano. Tive o privilégio de acompanhar quatro grupos de pesquisa diferentes. Com um bote entramos no Rio Doce, em Linhares. Presenciei o monitoramento da água e a coleta de amostras de vegetação que foram enviadas ao laboratório. É um trabalho minucioso, delicado, que requer muita atenção. Afinal, o que está sendo feito aqui vai servir de base para que outros profissionais continuem a pesquisa lá na frente. Gostei do que vi.
Pollyanna Braga Machado e Jordana Borini Freire , biólogas, pesquisadoras da Rede Rio Doce Mar, fazem monitoramento de golfinhos na foz do Rio Doce - Regência, Linhares, ES Crédito: Edson Chagas
Na Vila de Regência, na foz do rio Doce, as pesquisadoras, sim, são duas mulheres, estão de olho no mar atrás dos botos cinza. Pelo menos uma vez por mês eles vêm ao encontro do rio com o mar. Como estão ameaçados de extinção, o monitoramento é importante para contabilizar a população ao longo da costa. Ah! Alguns até brincam em suas águas, sabia Rio Doce? Na região chamada de estuarina, considerada um berçário para muitas espécies. Bom, mas este é um assunto para nosso próximo encontro, combinado? Até lá!
Assinado: Bruno Faustino

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