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Comerciantes apostam no bom atendimento para retomada das vendas em Cachoeiro

Para os empresários, é preciso focar na qualidade dos serviços para vencer a crise e atrair o consumidor local

Publicado em 04/06/2021 às 18h51
José de Oliveira Rodrigues teve prejuízos com a enchente
José de Oliveira Rodrigues teve prejuízos com a enchente . Crédito: Victória Penhalves

A enchente histórica registrada em fevereiro de 2020 em Cachoeiro de Itapemirim, maior cidade no Sul do Espírito Santo, fez com que o comerciante local, afetado pelos prejuízos da cheia do rio, repensasse sua posição no mercado. Ainda em meio a uma pandemia global, muitos acreditam que as crises não devem ser apenas motivo para o pessimismo sobre o futuro, mas o momento de transformações que levem a retomada da economia.

É assim que o proprietário da churrascaria River’s Grill, José de Oliveira Rodrigues, analisa o cenário atual. “Cada dia é um reinício, em um momento cheio de incertezas. Todos os dias estamos criando, tentando, fazendo o negócio funcionar. Não está fácil para ninguém, principalmente para o setor alimentício que tem sido muito prejudicado na pandemia”, conta o empresário.

O negócio de JR, como o empresário é conhecido, atua há quase três décadas na Avenida Beira Rio, e foi totalmente tomado pelas águas do Itapemirim. Quando reabriram, após três meses, o quadro de funcionários foi readequado e reduzido, de 23 para 15 colaboradores.

“Nós procuramos investir no nosso profissional e isso nos orgulha muito, em manter a nossa qualidade. Trabalhamos nesta esperança, pedimos que o povo valorize o local, invista, compre aqui na sua cidade, para construir um lugar melhor para as futuras gerações e empreendedores”, pontua JR.

Na época da enchente, de acordo com a Associação Comercial Industrial e de Serviços de Cachoeiro de Itapemirim, 567 comércios foram atingidos, um prejuízo estimado de R$120 milhões. Alguns temiam em nem reabrir as portas.

Reinventar

As águas baixaram e enquanto os prejuízos ainda eram contabilizados, um novo problema bateu à porta. A pandemia chegou e colocou boa parte da população dentro de casa, mudando o hábito das pessoas na hora de fechar um negócio. A empresária Danielle Carvalho Silotti, proprietária das Firest Class, que também sofreu com os prejuízos causados pela enchente, disse que é preciso insistir e reaprender com cada momento.

As águas baixaram e enquanto os prejuízos ainda eram contabilizados, um novo problema bateu à porta. A pandemia chegou e colocou boa parte da população dentro de casa, mudando o hábito das pessoas na hora de fechar um negócio. A empresária Danielle Carvalho Silotti, proprietária das Firest Class, que também sofreu com os prejuízos causados pela enchente, disse que é preciso insistir e reaprender com cada momento.

Danielle Silotti também sofreu com a crise
Danielle Silotti também sofreu com a crise. Crédito: Reprodução / TV Gazeta

Na esperança da retomada da força do comércio local, Danielle acredita que a crise a transformou. “Estou otimista, resiliente, lutando e o comércio segue se reinventando. Não desistimos. Os comércios estão preparados para receber os clientes com segurança. As pessoas estão se acostumando e voltando, mesmo que aos poucos. É preciso acreditar que tudo isso vai passar. Eu não sou mais a mesma, estou preparada e pronta para mudar, me transformar com o momento”, disse Silotti.

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