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Morte inusitada

Agricultor tem prejuízo de R$ 40 mil com mortes de bois em Castelo

Apenas um animal não pulou da laje de pedra

Publicado em 03 de Agosto de 2018 às 15:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 ago 2018 às 15:39
Novilhas morrem ao cair de precipício Crédito: Reprodução
O pecuarista donos dos bois da raça Nelore que morreram após caírem de um penhasco na localidade de Barra Alegre, no interior de Castelo, no Sul do Estado, vai amargar um prejuízo de cerca de R$ 40 mil. O incidente, que aconteceu nesta quinta-feira (02), conhecido como efeito manada, é comum entre animais desta raça de acordo com especialistas.
Os animais estavam no pasto, mas caminharam até uma laje de pedra, escorregaram e caíram de um penhasco. As novilhas haviam sido compradas no dia anterior em Presidente Kennedy, no Litoral Sul. Elas passaram a noite no curral e foram soltas no pasto ao amanhecer, por volta das 7h. “Eles começaram a andar pelo pasto e começaram a descer, escorregar numa laje de pedra e os outros também foram”, contou o pecuarista Giovani Dorigueto.
Giovani ainda contou que os animais foram comprados por ele e seu pai. “Infelizmente é assim que acontece. É uma coisa que a gente não esperava. Você trabalha para ter os seus lucros, para ter suas vantagens, mas tem a desvantagem e ela veio. Foi muito difícil, a gente vem trabalhando para ter um valor de R$ 40 mil... é difícil. Agora é tentar trabalhar de novo para ver o que a gente consegue”, lamentou.
O caseiro Antônio Alpoge estava trabalhando quando as novilhas começaram a cair. Ele achou que fossem pedras. “Eu estava tirando leite e, na hora, escutei o barulho. O cachorro ficou desesperado, olhei para cima e já vi a tragédia, aquele monte de boi caindo, um atrás do outro. Achei até que era pedra, tomei um susto danado, ai corri lá para ver o que era. Nunca vi isso na minha vida. Até agora tê meio chocado ainda”, contou.
O pai de Giovani, o pecuarista Hélio Durigueto, não estava em casa quando soube do ocorrido. “Eu estava em Castelo. Quando vi essa tragédia não aguentava a decepção. Levemos umas quatro, cinco para baixo e o resto nós doamos, agora é lutar para comprar outras. Estou com 75 anos, sempre lutando”, finalizou.
EFEITO MANADA
O professor de zootecnia da Ufes - Campus Alegre-, Gercilio Alves de Almeida Júnior, explicou que esse acontecimento é conhecido como efeito manada, comum com bovinos da raça Nelore. Ele ainda disse que um manejo adequado poderia ter evitado o problema.
“Eles têm caraterísticas inerentes de sua raça: são temperamentais, mais arredios e impulsivos. Por exemplo, se um pular a cerca e fugir por um lado do curral, normalmente é o líder, a tendência é dos outros fugirem também”.
Gercíclio explica como poderia ter sido evitado. “Adaptar o animal ao ambiente, evitar barulho para diminuir o estresse. Começar a soltar pelos mais mansos, depois os mais bravos. Eles estavam em um ambiente novo e, às vezes, eles têm o campo de visão limitado, que pode ter contribuído”.

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