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Investigação sobre mancha no mar de Vitória ganha prazo para ter soluções

Investigação sobre mancha no mar de Vitória ganha prazo para ter soluções

Durante o encontro da última quinta-feira (19), ficou definido que deverão ser apresentadas soluções estruturais para evitar o lançamento de águas pluviais em áreas frequentadas por banhistas

Publicado em 20 de março de 2026 às 17:31

Grande mancha escura preocupa moradores e frequentadores da Praia da Guarderia e Ilha do Frade, em Vitória
Grande mancha escura registrada entre a Praia da Guarderia e Ilha do Frade, em Vitória Crédito: Fernando Phondolpo

A investigação sobre a mancha escura identificada no mar da Praia da Guarderia, em Vitória, ganhou prazo para avançar. Em reunião realizada na última quinta-feira (19), o grupo de trabalho que apura o caso definiu que soluções estruturais deverão ser apresentadas em até 45 dias. O objetivo é evitar o lançamento de águas pluviais em áreas frequentadas por banhistas, especialmente nas praias de Camburi, na região da Guarderia e na Ilha das Caieiras.

O encontro foi conduzido pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Vitória, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF). A apuração envolve a mancha registrada nas imediações da Ilha do Frade e da Guarderia, além do funcionamento do sistema de drenagem de águas pluviais na região.

Como parte da investigação, serão realizadas coletas de água ao longo de cinco semanas. As amostras passarão por análises laboratoriais para verificar a balneabilidade e identificar a presença de partículas sedimentares, principalmente na área da Guarderia.

A próxima reunião do grupo está marcada, inicialmente, para o dia 23 de abril. Na ocasião, serão apresentados os resultados e as comparações das coletas realizadas na região, para verificar as condições de balneabilidade, além de subsidiar novas ações voltadas à melhoria da qualidade ambiental marinha. Também serão discutidas propostas para reduzir o despejo de águas pluviais no mar.

O trabalho segue protocolos técnicos definidos por instituições especializadas, como o Conselho Regional de Biologia da 10ª Região, o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA) do MPES e a Associação Brasileira de Oceanografia no Espírito Santo.

A investigação, no entanto, não se limita ao ponto onde a mancha foi identificada. A análise será ampliada para toda a Baía de Vitória e para as bacias hidrográficas da Região Metropolitana, com o objetivo de entender de forma mais abrangente os fatores que impactam a qualidade da água.

Além das ações imediatas, o grupo também prevê, em médio prazo, a realização de seminários para discutir melhorias no saneamento básico no Estado. A partir dos dados coletados e dos estudos técnicos, poderão ser adotadas medidas para responsabilização, caso sejam constatadas irregularidades.

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