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Caparaó capixaba

A vida solitária de uma macaca em Dores do Rio Preto

Da espécie Muriqui, com grande risco de extinção, a primata Bonita vive numa pequena área de mata na região do Caparaó capixaba e precisa ser transferida

Publicado em 19 de Dezembro de 2018 às 20:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 dez 2018 às 20:09
A vida solitária de uma macaca em Dores do Rio Preto, na região do Caparaó capixaba, motivou uma campanha realizada por especialistas na espécie. Apelidada de Bonita, a macaquinha da espécie Muriqui vive sozinha numa pequena porção de mata, rodeada por plantações. Pesquisadores querem arrecadar fundos para conseguir transferir a primata para um local em que viva em grupo e possa se reproduzir.
Fêmea da espécie Muriqui que vive em Dores do Rio Preto Crédito: Projeto Muriquis do Caparaó
Em maio deste ano, Bonita foi encontrada pela equipe do Parque Nacional do Caparaó em uma área de mata menor que um campo de futebol, cercado de pastagens e plantações de café. Eles acionaram os pesquisadores do Projeto Muriquis.
Uma das coordenadoras do projeto, a primatóloga e bióloga, Mariane Kaiser, explica que a macaca pode ter migrado para o local seguindo seus instintos e o comportamento natural da sua espécie.
As fêmeas na puberdade, entre 6 e 7 anos, migram para outros grupos. A espécie é muito social e é muito triste que ela esteja sozinha. Ao mesmo tempo, representa um achado importante, pois os muriquis estão criticamente ameaçados de extinção
Primatóloga e bióloga, Mariane Kaiser
A campanha – para arrecadar R$ 72 mil – é feita em um site e deve cobrir os trabalhos de translocação da Bonita. O trabalho ainda não tem data para acontecer, mas contará com biólogos, veterinários, primatólogos e profissionais especializados em técnicas de escaladas para que eles possam resgatar a Bonita.
Durante a captura, o animal receberá um rádio colar que irá emitir sinais sobre a sua localização via satélite. Além disso, passará por exames laboratoriais.
Crédito: Projeto Muriquis do Caparaó
OS MURIQUIS
Os muriquis vivem no topo da floresta e raramente chegam ao solo. Eles migram pulando entre os galhos e não são adaptados para andar longas distâncias. A espécie está listada como criticamente em perigo de extinção na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Existem menos de 900 indivíduos sobrevivendo na natureza.
Bonita está numa propriedade privada e vem sendo monitorada desde julho de 2018. Os pesquisadores coletam dados da ecologia e comportamento da fêmea com a ajuda de câmeras remotas.
Crédito: Projeto Muriquis do Caparaó
COLABORE
As contribuições vão até o dia 30 de janeiro de 2019 e podem ser feitas como doações de qualquer valor a partir de R$10, ou na forma de recompensas, e podem ser pagas por boleto, cartão de crédito, parceladas em até 6 vezes. As informações estão no site www.kickante.com.br/muriqui
Entre as recompensas estão vários produtos da Coleção Muriqui Bonita, criados por parceiros que abraçaram a causa e produziram uma linha de produtos exclusivos para a muriqui solitária.

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