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Troca de farpas

Witzel apela por união em posse de deputados marcada por rixas

"A oposição é parte do exercício da demora e deve ser respeitada", discursou

Publicado em 01 de Fevereiro de 2019 às 19:56

Publicado em 

01 fev 2019 às 19:56
Witzel apela por união em posse de deputados marcada por rixas Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
O governador do Rio, Wilson José Witzel, fez na tarde desta sexta-feira (1º) um apelo aos deputados estaduais recém-empossados. Ao discursar na cerimônia de posse da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio), Witzel disse que estava lá para pedir união.
"A oposição é parte do exercício da demora e deve ser respeitada", discursou.
O calor da disputa presidencial contaminou, no entanto, a cerimônia de posse. Diante do governador eleito com apoio do presidente Jair Bolsonaro, deputados trocaram farpas e vaias.
Um exemplo. Depois de ouvir a enfermeira Rejane de Almeida (PCdoB) gritar "Lula Livre" no ato de posse, foi a vez de Filippe Poubel (PSL) reagir com um "Bolsonaro presidente".
Já os parlamentares do PSOL pediram justiça para a vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado.
A Alerj vai definir a nova Mesa Diretora neste sábado (2). O favorito para presidir a Casa é o deputado André Ceciliano (PT).
A Assembleia começa uma nova Legislatura após a prisão de dez dos 70 deputados estaduais serem presos sob acusação de participar do esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).
Cinco deles foram reeleitos e não foram empossados, assim como Anderson Alexandre (SDD), também preso acusado de corrupção em Silva Jardim, município do interior.
Caberá à futura Mesa Diretora da Câmara decidir se e como os seis tomarão posse.
A Alerj também é alvo de investigação do Ministério Público estadual em razão de movimentações atípicas de assessores de deputados. Onze parlamentares da nova Legislatura são investigados. Outros onze não foram reeleitos ou assumiram outros postos, como é o caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

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