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TRE determina posse de novo vereador em Linhares após parlamentar ser cassado

Valdir Maciel (Podemos), teve o mandato cassado por compra de votos; O novo vereador, Johnatan Depollo (Podemos), deve tomar posse na Câmara de Linhares nos próximos dias

Tempo de leitura: 2min
Colatina
Publicado em 03/12/2021 às 19h01
Valdir Maciel (Podemos) vai ser substituído por Johnatan Depollo (Podemos) na Câmara de Linhares.
Valdir Maciel (Podemos) vai ser substituído por Johnatan Depollo (Podemos) na Câmara de Linhares. . Crédito: Redes sociais | Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) determinou que a Câmara Municipal de Linhares dê posse ao novo vereador Johnatan Depollo (Podemos), que vai substituir Valdir Rodrigues Maciel (Podemos). O parlamentar já é ex-vereador desde julho deste ano, quando teve o mandato cassado por compra de votos nas eleições de 2020. A Câmara informou que convocou Depollo nesta quinta-feira (2), e tem até 15 dias para realizar a cerimônia de posse.

O novo vereador, mais conhecido pelo nome de urna Johnatan Maravilha (Podemos) foi escolhido, de acordo com o TRE-ES, por recontagem de votos. A posse deve ser feita em sessão plenária, conforme o regimento interno da Câmara, mas ainda sem data definida.

MANDATO CASSADO

Valdir Maciel foi eleito com 1.529 votos, mas, de acordo com o Ministério Público Eleitoral, o parlamentar prometeu R$ 80 a eleitores que optassem por ele nas urnas.

Em fevereiro, o vereador foi condenado por captação ilícita de sufrágio, isto é, compra de votos. Foi quando o juiz Gideon Drescher, da 25ª Zona Eleitoral, determinou a cassação do mandato do vereador, além do pagamento de multa no valor de R$ 54,7 mil. Como a decisão era de um juiz de primeiro grau, o parlamentar recorreu, e continuou no cargo.

Em julho, o TRE-ES julgou o recurso. Por unanimidade, os magistrados confirmaram, por sete votos a zero, a decisão que determinou a cassação do mandato do vereador. Valdir Maciel deixou o cargo assim que a decisão foi publicada.

O OUTRO LADO

Em julho, o advogado de defesa de Maciel, Lessandro Fereguetti, manifestou-se durante a sessão de julgamento, que decidiu pela cassação do mandato, e argumentou que as provas apresentadas eram frágeis e exclusivamente testemunhais, o que ele classificou como "puro achismo".

"Não existe prova robusta para comprovar as acusações", afirmou o advogado.

A reportagem de A Gazeta entrou em contato com a defesa do ex-vereador, mas não obteve retorno.

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