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Funcionalismo público

Sindicatos de servidores criticam reajuste de 3,29% do governo do ES

O reajuste será dado com base na inflação acumulada entre novembro de 2018 e novembro de 2019. Mas para as categorias isso não é suficiente para recompor perdas salariais

Publicado em 01 de Novembro de 2019 às 15:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

01 nov 2019 às 15:09
Governador Renato Casagrande anunciou reajuste para os servidores do ES Crédito: Fernando Madeira - 31/10/2019
Representantes dos sindicatos dos servidores do Espírito Santo não estão satisfeitos com o reajuste anunciado pelo governador Renato Casagrande (PSB) nesta sexta-feira (1º). Para eles, a proposta ainda está aquém das perdas salariais que as categorias vêm sofrendo.
O percentual de reajuste anunciado é de 3,29% para ativos e inativos, mas poderá variar conforme os índices inflacionários até o final deste mês. A Secretaria de Estado de Economia e Planejamento (SEP) informou que, embora o percentual tenha sido definido para os servidores do Executivo, tradicionalmente, os demais poderes e órgãos acompanham o Estado na concessão do reajuste. Cada um deve encaminhar ao Legislativo a sua proposta.
Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos-ES), Tadeu Guerzet analisa que embora o anúncio do aumento ainda para este ano sinalize um gesto positivo da parte da administração estadual, o cálculo da inflação de novembro de 2018 a novembro de 2019 não contempla as perdas inflacionárias que os servidores já sofreram desde abril do ano passado, quando o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) concedeu um aumento de 5%.
“Nosso acumulado não foi só de 12 meses. Nós continuamos perdendo”, avalia Tadeu. Ele acrescenta que os servidores já acumulam perdas salariais da ordem de 29%.
Entre as reivindicações do Sindipúblicos está um reajuste de 5,5%, além do estabelecimento de uma data-base. No entanto, em entrevista à rádio CBN, o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, refutou especificamente a proposta de reajuste:
“Não havia proposta de que faríamos esse anúncio esse ano, essa era uma demanda dos servidores. O que sempre colocamos é que, para o próximo ano, o reajuste pela inflação estava garantido. Mas conseguimos fechar outubro com segurança para anunciar esse ano”, disse Duboc.

JUDICIÁRIO

Para Adda Maria Monteiro Lobato, presidente do Sindijudiciários-ES, se concedido no mesmo patamar do Executivo,  o reajuste não representará um ganho real, tendo em vista que o governo do Estado pretende aumentar a alíquota previdenciária de 11% para 14% do salário, ou seja, 3% a mais. “O reajuste mesmo vai ser de 0,29%. O bom é que a gente não vai sofrer um decréscimo do salário. Mas não vejo nada de extraordinário nisso. Temos que sentar com o presidente do Tribunal (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) para ver como isso vai ficar”.

LEGISLATIVO

Gildo Gomes, presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado (Sindilegis-ES), também considera baixo o percentual concedido. “Queríamos um reajuste de 5,5% para compensar as perdas que tivemos. Achamos que isso já estivesse superado. Mas ele (Renato Casagrande, governador) retirou da LOA (Lei Orçamentária Anual)”.
Gomes critica: “O governador não parece ter plano de incluir servidores em sua administração”.

NOTA DE REPÚDIO

Nesta quinta-feira (31), servidores do Legislativo, Executivo e Judiciário divulgaram uma nota de repúdio em relação à declaração de Renato Casagrande de que não concederia abono salarial este ano. O anúncio foi feito pelo governador em seu perfil no Facebook, ao responder um questionamento de uma seguidora. Pouco tempo depois, em entrevista coletiva, ele afirmou que o caso ainda seria analisado com calma.
As categorias afirmam no documento que seu foco é reaver as perdas salariais. “O abono salarial, além de ser injusto com o funcionalismo, por ser constituído com recursos dos salários dos próprios servidores retidos através da falta de correção da inflação e devolvido no final do ano como forma de propagandear um governo benevolente, também é desonesto com a população, pois visa demonstrar o cumprimento de limites constitucionais e de responsabilidade fiscal”, diz um dos trechos.
Em outro trecho, os servidores classificam o abono como um “subterfúgio” para o cumprimento de metas.
“Ao se aproximar o fim do exercício, existem limites de gastos a serem cumpridos com saúde e educação, sendo o abono um subterfúgio para o cumprimento dessas metas, demonstrando a falta de planejamento e execução orçamentária, abrindo os cofres para gastos desordenados e deixando expostos os recursos públicos para a má gestão e a corrupção."

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