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Secretário preso por suspeita de corrupção é afastado do cargo no ES

Secretário preso por suspeita de corrupção é afastado do cargo no ES

Fúlvio Trindade de Almeida deve ficar fora do cargo por tempo indeterminado conforme decreto publicado nesta terça-feira (26)

Publicado em 26 de agosto de 2025 às 08:44

Fúlvio Trindade, secretário de Cultura de Pedro Canário, preso pela Polícia Federal
Fúlvio Trindade de Almeida, secretário de Cultura de Pedro Canário, preso pela Polícia Federal Crédito: Reprodução redes sociais

Preso por suspeita de corrupção, Fúlvio Trindade de Almeida, que atuava como secretário de Cultura e Turismo de Pedro Canário, foi afastado por tempo indeterminado do cargo comissionado. A medida, publicada nesta terça-feira (26) pelo prefeito Kleilson Rezende (PSB), ocorre quase uma semana após a prisão do servidor em uma operação da Polícia Federal.

O decreto assinado pelo prefeito destaca que, desde 20 de agosto, o servidor estava recolhido no Centro de Detenção Provisória de São Mateus, em função da ação da Polícia Federal. Por conta disso, não pode exercer suas funções à frente da secretaria. De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), ele foi transferido para a Penitenciária de Segurança Média 1.

Durante o período em que estiver afastado, Fúlvio não terá direito à remuneração salarial e receberá somente os direitos remunerativos antes do dia da detenção.

Fúlvio foi admitido no cargo comissionado para comandar a Secretaria de Cultura e Turismo em 2 de janeiro de 2025, com salário de R$ 5.286,58. A reportagem de A Gazeta tenta contato com a defesa do investigado.

Alvo de operação da Polícia Federal contra corrupção

Fúlvio foi preso no âmbito da Operação Eco da Fraude, por suspeita de corrupção. Outros dois alvos dos mandados de prisão, empresários supostamente envolvidos nos esquemas de fraude, se apresentaram à delegacia, foram presos segunda-feira (25) e encaminhados para o Centro de Detenção Provisória de São Mateus. Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.

O objetivo da operação é combater crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro na Região Norte capixaba. Durante as buscas, diversas mídias e documentos foram apreendidos e serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações, visando à apuração de eventuais outros envolvidos e à elucidação dos fatos.

Os investigados, caso sejam denunciados pelo Ministério Público à Justiça, podem ser processados pelos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude ao caráter competitivo de licitações e lavagem de dinheiro, conforme as hipóteses apuradas no curso da apuração.

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