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Processo de Majeski pedindo dano moral por fake news fica sem acordo

Ex-presidente do Prodest, Renzo Colnago, e outras duas pessoas, são acusadas de disseminar informação falsa sobre deputado

Publicado em 26/09/2019 às 13h54
Atualizado em 26/09/2019 às 18h00
Renzo Colnago e Sergio Majeski. Crédito: Montagem Gazeta Online
Renzo Colnago e Sergio Majeski. Crédito: Montagem Gazeta Online

A audiência do processo movido pelo deputado estadual Sergio Majeski (PSB) contra o ex-presidente do Prodest ( Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espirito Santo), Renzo Colnago, e outras duas pessoas, acusados de divulgação de fake news sobre ele, em 2017, terminou sem acordo, na tarde desta quinta-feira (26). O processo, com pedido de indenização por dano moral por violação ao direito de imagem, corre no 2º Juizado Especial Cível de Vitória.

Sobre o mesmo fato, há ainda um processo criminal, no qual Renzo e os outros dois acusados, Lorena Covre Malta e Igor Gabrielli Rosa, são acusados do crime de difamação. Lorena e Igor foram convidados por Renzo para um trabalho de monitoramento e publicação de conteúdo na internet e teriam sido os responsáveis por disseminar conteúdo difamatório sobre o deputado com perfis falsos.

Na audiência, não houve proposta de acordo por nenhuma das partes. Foi colhido somente o depoimento do ex-subsecretário da Casa Civil, Giuliano Nader, testemunha da defesa de Renzo Colnago. Agora, após a audiência, a defesa de Majeski terá cinco dias para analisar as argumentações apresentadas pelas defesas dos réus, e em seguida o processo estará concluso para sentença. O valor da causa é de R$ 39.000.

Renzo Colnago e Lorena Covre foram procurados, mas a reportagem não conseguiu contato. Igor Gabrielli não quis comentar sobre o andamento do processo.

RELEMBRE

Em maio de 2017, foram publicadas nas redes sociais imagens do deputado Sergio Majeski, com a logomarca do mandato, mas com frase que ele jamais disse: "Quero acabar com a doutrinação cristã. Meu projeto é proibir o uso da Bíblia sagrada. Só assim conseguiremos construir um Estado com educação".

Majeski procurou a Polícia Civil no dia seguinte à publicação do conteúdo em grupos públicos no Facebook, alegando-se vítima de difamação. A investigação foi concluída em fevereiro deste ano, pela Delegacia de Repressão a Crimes Eletrônicos.

A polícia encontrou dois responsáveis por criar os perfis apócrifos no Facebook que publicaram informações falsas, e em depoimento, ambos disseram que agiram sob orientação de Renzo Colnago, que foi presidente da Prodest na gestão passada. 

Em julho de 2017, dois meses após a abertura do inquérito, Renzo Colnago deixou a Prodest. Em depoimento, ele confirmou conhecer Igor e Lorena, e tê-los buscado para desenvolver projetos de divulgação de ações positivas da gestão de Paulo Hartung (sem partido), mas negou ter determinado a publicação de conteúdo falso. Ele disse ainda que as declarações de Igor e Lorena "são inverídicas".

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