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Eleições 2020

Pazolini diz que receita de R$ 2 bi de Vitória é suficiente, mas 'falta gestão'

Lorenzo Pazolini (Republicanos) e João Coser (PT) disputam a Prefeitura de Vitória no segundo turno das eleições de 2020. Veja o que o deputado disse em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta

Publicado em 25 de Novembro de 2020 às 17:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 nov 2020 às 17:02
Lorenzo Pazolini (Republicanos) em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo
Lorenzo Pazolini (Republicanos) em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo Crédito: Reprodução/G1
O candidato a prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) disse, em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo,  da TV Gazeta, nesta quarta-feira (25), que a Capital sofre com "falta de gestão" e não falta de receita. Ao falar sobre suas promessas de campanha e como pretende lidar com o orçamento, o deputado afirmou que Vitória tem um caixa suficiente, mas falta "profissionalização da gestão."
Ao ser questionado sobre propostas para a área da saúde, por exemplo a de zerar a fila de espera por exames e ampliar o horário de atendimento em unidades de saúde, disse: "Vitória tem um orçamento de R$ 2 bilhões, o que é um orçamento considerável, então não falta receita. O que falta é gestão." A saída seria, para o candidato, profissionalizar a gestão da saúde, "trazer técnicos que já tenham atuado em outros Estados" e, se preciso for," ir à iniciativa privada adquirir procedimentos e exames especializados."
O jornalista Mario Bonella lembrou ao candidato que mais da metade da receita corrente líquida (51%) da cidade vai para despesa com pessoal. O limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 54%. Questionado, então, como pretende lidar com contratação de profissionais, como médicos, sem extrapolar o limite, disse que a folha de pagamento atual é de responsabilidade das administrações anteriores. "Quem inchou a máquina pública não fomos nós", alfinetou.
Pazolini afirmou que pode fazer cortes de cargos comissionados, mas não de forma incisiva: "Pode ser feita uma análise, nós vamos fazer um estudo, sem perseguições, sem paixões políticas. Se preciso for, reduziremos (os cargos comissionados)."
A declaração de que o orçamento é suficiente foi reforçada pelo candidato ao ser questionado sobre os investimentos na educação. Pazolini já falou, por exemplo, que pretende expandir a educação em tempo integral, mas, para isso seria necessária a contratação de mais professores e a revisão da estrutura das escolas. 
"É possível fazer (construção de escolas e contratação de professores). Vitória hoje tem o maior gasto per capita por aluno. No entanto, estamos em 61º no Ideb. Isso significa o quê? Falta dinheiro? Não falta. Porque Vitória é a cidade que mais gasta.  Falta gestão. O gasto é alto, a receita existe, o que falta é gestão. É profissionalizar a gestão", apontou. Admitiu, no entanto, que não tem uma meta clara de quantas unidades de ensino pretende construir.
Desta vez, ao falar do orçamento, a declaração veio com um ataque, tanto à administração atual, quanto à de João Coser (PT), adversário de Pazolini que administrou a cidade entre os anos de 2005 a 2012. "Falta profissionalização da gestão, porque nos últimos 16 anos a ocupação de cargos na Prefeitura de Vitória teve como premissa básica o apadrinhamento político e não a parte técnica e isso gerou prejuízos", afirmou.

CANDIDATO AFIRMA QUE RESPEITA A CIÊNCIA

Em junho, o candidato fez uma "visita surpresa" ao hospital Dório Silva, na Serra, um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pedir que seus apoiadores "arranjassem um jeito" de entrar em hospitais para filmar o número de leitos disponíveis. Pazolini foi ao Dório Silva acompanhado de outros parlamentares de direita, colegas dele na Assembleia Legislativa.
O candidato foi questionado, então, se concorda com a atuação do presidente durante a pandemia de Covid-19 ou com a postura dos governadores. Bolsonaro minimiza a gravidade da doença, que chamou de "gripezinha", e disse que o Brasil não vai comprar vacinas que tenham ligação com a China, um dia após o ministro da Saúde anunciar que compraria doses da Coronavac, vacina chinesa produzida em parceria com o instituto Butantan, em São Paulo.
Em vários Estados, governadores  proibiram, por um determinado período, atividades comerciais e de lazer e incentivaram o distanciamento social e o uso de máscara como medidas de prevenção ao coronavírus, contrariando Bolsonaro.
Pazolini disse, apenas, que "respeita a ciência" e que "sempre estará ao lado da ciência, sem dúvida nenhuma." 

CASO DA MENINA ESTUPRADA EM SÃO MATEUS

O candidato, ainda durante a entrevista, foi questionado sobre o papel que desempenhou no caso da menina de dez anos que foi estuprada em São Mateus, ficou grávida e teve o aborto autorizado pela Justiça, em agosto deste ano. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, mandou uma equipe à cidade e Pazolini apareceu ao lado dos enviados por ela.
O candidato negou que tenha tido qualquer contato com a família da vítima. "Não tive contato nenhum. Fui lá como presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente (da Assembleia). Era meu dever acompanhar as autoridades e assim o fizemos. Em uma reunião pública, em que todos poderiam estar presentes. Não tive contato com nenhum familiar, jamais o teria por saber que é absolutamente inadequado", relatou.

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