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Para população, Moro representa mais combate à corrupção que Bolsonaro

Essa é a imagem que 38% dos entrevistados têm do ministro, segunda a Pesquisa XP Investimentos. Avaliação, entretanto, aponta que ex-juiz sofreu desgaste na imagem

Publicado em 02/09/2019 às 21h29
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Crédito: Marcos Corrêa/PR
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Crédito: Marcos Corrêa/PR

A marca de combate à corrupção, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenta imprimir ao seu governo, tem sido mais associada ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, do que a ele próprio. De acordo com a Pesquisa XP Investimentos – Ipespe, realizada de 27 a 29 de agosto, para 38% dos entrevistados no país o ex-juiz responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba é quem mais representa o combate à corrupção, levando vantagem sobre o presidente, citado por 24%. Outros 18% consideram que são os dois, igualmente, e 16% avaliam que nenhum dos dois representam.

A pesquisa contou com mil entrevistas de abrangência nacional e margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Após os desentendimentos recentes entre Moro e Bolsonaro, 38% dos entrevistados responderam que percebem alguma sintonia entre os dois. Para 29% das pessoas há muita sintonia, e por outro lado, 25% avaliam que eles estão sem sintonia.

A pesquisa também perguntou a opinião da população sobre as decisões recentes de Bolsonaro em relação à Polícia Federal e à Receita Federal, para que avaliassem se elas podem ou não prejudicar as investigações e o combate à corrupção no país. A maioria, 55%, opinou que tais decisões podem prejudicar as investigações, enquanto 35% consideram que não podem prejudicar.

Desde que assumiu a presidência da República, Bolsonaro contesta ações de órgãos de controle para investigar seu núcleo familiar e pessoas próximas. Nas últimas semanas, Bolsonaro trocou o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, escolha que, historicamente, é feita pelo diretor-geral da Polícia Federal, sem ingerência do presidente. A PF do Rio participou de investigações no caso Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Também houve a substituição do subsecretário-geral da Receita Federal, o número dois do órgão, por ele ter se posicionado de forma contrária às interferências

AVALIAÇÃO

Nos questionamentos sobre a avaliação de governo, aumentou o posicionamento daqueles que avaliam o governo Bolsonaro como ruim e péssimo, de 38%, na pesquisa divulgada em agosto, para 41% em setembro. Aqueles que consideram bom ou ótimo também caíram de 33% para 30%. A opinião dos que acham o governo regular se manteve em 27%.

As avaliações positivas de Bolsonaro foram de 60%, do início do seu governo, para 48%, enquanto as avaliações negativas passaram de 20% para 33%. O ministro Sergio Moro também sofreu desgaste com sua imagem, conforme a pesquisa. Enquanto sua avaliação positiva caiu de 67% para 52%, aqueles que têm opinião negativa sobre ele aumentaram de 20% para 33%.

A pesquisa ouviu eleitores de todas as regiões do país, a partir de entrevistas telefônicas realizadas por operadoras.

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