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Para políticos do PSL no ES, troca de partido é possibilidade difícil

Para políticos do PSL no ES, troca de partido é possibilidade difícil

Filho do presidente diz que não trata do assunto; no Espírito Santo, aliados dizem que seguiriam o líder

Publicado em 19 de fevereiro de 2019 às 00:09

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Carlos Manato e Jair Bolsonaro (PSL) . (Divulgação)

Com a imagem do PSL arranhada por conta das suspeitas de desvios de verba pública por meio de candidaturas “laranjas”, envolvendo o ex-ministro Gustavo Bebianno e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), negou nesta segunda-feira (18), pelo Twitter, que estivesse participando de qualquer negociação para migrar para um novo partido.

A possível migração seria para uma reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional), que está em fase final de criação.

Os membros do PSL no Espírito Santo também consideraram a possibilidade como difícil, mas a maioria admitiu que também mudaria de sigla para acompanhar o presidente, se fosse o caso.

“Informações de sites e outros estão me incluindo numa possibilidade de formação de novo partido. Informo a todos que não estou participando na formação ou resgate de qualquer partido”, publicou Eduardo Bolsonaro.

A publicação foi feita após Marcos Vicenzo, representante da futura UDN, dizer ao jornal “O Globo” que enxergava como “via natural” a ida do clã Bolsonaro para o novo partido. No entanto, ele negou que haja conversas concretas com interlocutores do PSL.

NO ESTADO

Secretário especial da Casa Civil e presidente do PSL no Espírito Santo, Carlos Manato tratou o assunto como especulação.

“Querem atrapalhar o partido. Em qualquer um que você for tem algum problema. Essa UDN tem pessoas envolvidas em casos concretos piores do que o do PSL. Na verdade é a lei que tem que ser mudada, não tem que exigir candidaturas femininas. Muitas vezes colocar pessoas sem garra, sem potencial, só por obrigação”, afirmou, referindo-se à determinação de que 30% das candidaturas dos partidos sejam mulheres, nas disputas aos cargos proporcionais.

Caso a eventual mudança de partido por Bolsonaro ocorresse, Manato acredita que muitos o acompanhariam. “Quem é ‘Bolsonaro’, tem que ir onde ele for. Quem tem mandato tem que ficar.”

A deputada federal Soraya Manato (PSL), disse, por nota, que pretende seguir no partido. “Eu também permaneço no PSL, junto com o nosso presidente.”

Da mesma maneira defende o deputado estadual Capitão Assumção (PSL). “Devemos aprimorar o partido, nenhum é perfeito. Na UDN ou em qualquer sigla, problemas existirão. Vim para o PSL por causa de Bolsonaro e iria para onde ele fosse”, afirma.

Vice-presidente do PSL no Estado e membro do partido antes mesmo da chegada de Bolsonaro, Amarildo Lovato considera que não há a necessidade de um novo partido.

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“Não se justifica, a meta é diminuir a quantidade de siglas. Vamos reunir o partido e dar continuidade ao trabalho. Não há nada que nos desabone.”

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