Com a imagem do PSL arranhada por conta das suspeitas de desvios de verba pública por meio de candidaturas “laranjas”, envolvendo o ex-ministro Gustavo Bebianno e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), negou nesta segunda-feira (18), pelo Twitter, que estivesse participando de qualquer negociação para migrar para um novo partido.
A possível migração seria para uma reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional), que está em fase final de criação.
Os membros do PSL no Espírito Santo também consideraram a possibilidade como difícil, mas a maioria admitiu que também mudaria de sigla para acompanhar o presidente, se fosse o caso.
“Informações de sites e outros estão me incluindo numa possibilidade de formação de novo partido. Informo a todos que não estou participando na formação ou resgate de qualquer partido”, publicou Eduardo Bolsonaro.
A publicação foi feita após Marcos Vicenzo, representante da futura UDN, dizer ao jornal “O Globo” que enxergava como “via natural” a ida do clã Bolsonaro para o novo partido. No entanto, ele negou que haja conversas concretas com interlocutores do PSL.
NO ESTADO
Secretário especial da Casa Civil e presidente do PSL no Espírito Santo, Carlos Manato tratou o assunto como especulação.
“Querem atrapalhar o partido. Em qualquer um que você for tem algum problema. Essa UDN tem pessoas envolvidas em casos concretos piores do que o do PSL. Na verdade é a lei que tem que ser mudada, não tem que exigir candidaturas femininas. Muitas vezes colocar pessoas sem garra, sem potencial, só por obrigação”, afirmou, referindo-se à determinação de que 30% das candidaturas dos partidos sejam mulheres, nas disputas aos cargos proporcionais.
Caso a eventual mudança de partido por Bolsonaro ocorresse, Manato acredita que muitos o acompanhariam. “Quem é ‘Bolsonaro’, tem que ir onde ele for. Quem tem mandato tem que ficar.”
A deputada federal Soraya Manato (PSL), disse, por nota, que pretende seguir no partido. “Eu também permaneço no PSL, junto com o nosso presidente.”
Da mesma maneira defende o deputado estadual Capitão Assumção (PSL). “Devemos aprimorar o partido, nenhum é perfeito. Na UDN ou em qualquer sigla, problemas existirão. Vim para o PSL por causa de Bolsonaro e iria para onde ele fosse”, afirma.
Vice-presidente do PSL no Estado e membro do partido antes mesmo da chegada de Bolsonaro, Amarildo Lovato considera que não há a necessidade de um novo partido.
“Não se justifica, a meta é diminuir a quantidade de siglas. Vamos reunir o partido e dar continuidade ao trabalho. Não há nada que nos desabone.”