Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Tabuleiro político

Os partidos que cresceram e os que encolheram após as eleições no ES

A partir de 2027, algumas legendas ganham mais espaço no Legislativo, enquanto outras deixarão de ter representantes nas bancadas capixabas

Publicado em 04 de Novembro de 2026 às 12:39

Aline Nunes

Publicado em 

04 nov 2026 às 12:39
Passadas as Eleições 2026, o balanço das votações mostra uma nova configuração partidária na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e na bancada capixaba do Congresso Nacional. No tabuleiro político, algumas legendas cresceram, enquanto outras encolheram, mudando a representatividade para a próxima legislatura.

O partido que mais avança é o PL. A partir de 2027, a sigla que acomoda nacionalmente a família Bolsonaro vai dobrar o número de deputados na Assembleia, passando de três para seis parlamentares, e na Câmara Federal, de um para dois. A legenda também conta com o senador Magno Malta, que ainda tem metade do mandato de oito anos para cumprir.

Por outro lado, DC, PDT e PSD não elegeram nenhum deputado estadual e, portanto, não vão ter representantes na Assembleia, enquanto o Avante perdeu espaço no Congresso porque o senador Marcos do Val não conseguiu ser reconduzido ao cargo. 
No tabuleiro político, alguns partidos avançaram e outros perderam espaço
No tabuleiro político, alguns partidos avançaram e outros perderam espaço Magnific

Embora o governador Ricardo Ferraço (MDB) não tenha sido reeleito, a coligação que apoiou seu nome para o Palácio Anchieta fez a maioria dos deputados estaduais.


"Os partidos coligados com o governador tiveram muito mais sucesso do que a oposição", afirma o cientista político João Victor dos Santos, relacionando 18 cadeiras do grupo do emedebista na futura Assembleia.


O especialista também aponta o crescimento do PT no Legislativo Estadual, que passou de 2 para 3 vagas. "O principal desafio do futuro governador (Lorenzo Pazolini, do Republicanos) é construir a maioria da Assembleia, que, a princípio, não é aliada. Muitas movimentações deverão ser feitas na formação da nova base governista", acrescenta.

Nesse sobe e desce de partidos, João Victor também faz menção ao União Brasil, comandado no Espírito Santo pelo presidente da Assembleia, deputado Marcelo Santos. Na avaliação do cientista político, o partido teve um desempenho abaixo do esperado, considerando que, junto ao PP com o qual está federado, detém um dos maiores volumes de recursos financeiros para investir em candidaturas. 


O partido, que tem hoje quatro deputados estaduais, garantiu apenas uma cadeira na próxima legislatura. Questionado se o resultado pode ter relação com o fato de Marcelo ter disputado uma vaga na Câmara Federal, concentrando-se na própria campanha, João Victor não tratou esse cenário como fator determinante.


"Da Vitória (presidente do PP) também focou na sua candidatura, mas o partido foi bem-sucedido e dobrou de tamanho na Assembleia. Ele foi estrategista, articulador, seja na própria candidatura, seja para a Assembleia. O oposto do outro federado (União) que não fez uma boa articulação para o seu partido ocupar o espaço que (Marcelo Santos) está deixando ao se eleger deputado federal", avalia.


O cientista político ainda fez uma análise do PSB, do ex-governador Renato Casagrande. Mesmo com a eleição do socialista para o Senado Federal, João Victor considera que o partido não se saiu bem. 


"Ele deixou o governo com aprovação alta, mas isso não se concretizou na disputa. Havia uma expectativa de que teria grande sucesso na corrida para o Senado. Porém, apesar de ter sido eleito, ele e Evair (de Melo, do Republicanos) disputaram as cadeiras por igual. Algo que não estava mapeado", pondera.


Além disso, continua João Victor, o PSB indicou vários ex-secretários para concorrer e apenas Manuela Pedrosa garantiu uma vaga na Câmara Federal. "Não é que o partido sai menor, mas havia a expectativa de que, por ser governo, teria melhor desempenho", completa. 


Por fim, o cientista político comenta o novo status do PL, que, para ele, saiu das Eleições 2026 como uma grande força, mas, pela primeira vez, vai compor o governo do Estado. "O partido nunca esteve na base governista. Fazia bem a articulação de oposição. Era uma pedra na gestão de Casagrande, especialmente na área de costumes. Agora, sendo governo, será uma atuação inédita."

Leia mais sobre Eleições:

Os partidos que cresceram e os que encolheram após as eleições no ES

Pazolini anuncia secretário de Obras de Vitória na equipe de transição de governo

Emissão de título de eleitor e transferência: serviços eleitorais são retomados

Um gol marcado para a urna, não para o jogador que é um trabalhador

O sofrimento político como experiência sensível

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Organizar a rotina e definir prioridades facilita os estudos para o Enem (Imagem: Andrey_Popov | Shutterstock)
Checklist do Enem 2026: o que fazer e o que evitar a 4 dias do exame
Mostra de games
Vitória recebe mostra com até 76 jogos e R$ 15 mil em prêmios; inscrições estão abertas
A atriz Silvia Poggetti, na noite de estreia de 'Maria do Caritó', no teatro da Faap
Morre a atriz Silvia Poggetti, que viveu Maria Maravilha em 'Malhação', aos 72 anos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.