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Magno Malta remove mais de mil vídeos do seu canal no YouTube

Diversas publicações citam o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, mas o ex-senador afirma que a retirada dos conteúdos não tem relação com a ação penal movida contra ele

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 23/06/2022 às 20h11
O ex-senador Magno Malta (PL) durante evento bolsonarista
O ex-senador Magno Malta (PL) durante evento bolsonarista. Crédito: Reprodução/ Twitter @MagnoMalta

Poucos dias após ter se tornado alvo de uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-senador Magno Malta (PL-ES) apagou ou deixou privado mais de  mil vídeos do seu canal no YouTube. Dezenas dos vídeos fazem menção ao STF e aos ministros da Corte Suprema. O levantamento foi feito pelo estúdio de análise de dados Novelo Data com base em informações da plataforma de vídeos.

No último dia 14, o ministro do STF Luís Roberto Barroso pediu a abertura de ação penal contra o ex-senador por calúnia. Ele sustenta que foi caluniado por declarações de Magno Malta durante um congresso conservador realizado em Campinas, no interior de São Paulo, no final de semana anterior à queixa-crime. O ex-senador disse que Barroso "batia em mulher".

Conforme dados do levantamento, 1.136 vídeos foram retirados do conteúdo público do canal do ex-senador a partir do último dia 17. Desse total, há mais de 100 com menção, no título ou na descrição, a palavras como: STF, Supremo e os nomes dos ministros Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Dias Toffoli.

Constam na relação dos vídeos que aparecem como indisponíveis no canal de Magno Malta, os seguintes títulos: “Ditadura no Supremo Tribunal Federal”, “Os ministros do STF são Deus?”, “Pedindo o impedimento do ministro Barroso” e “Caso Daniel Silveira: até quando vamos ver esta covardia de Alexandre de Moraes”.

Aviso ao tentar visualizar vídeo no canal do ex-senador Magno Malta
Aviso ao tentar visualizar vídeo no canal do ex-senador Magno Malta. Crédito: Reprodução/ YouTube

O canal de Magno Malta no YouTube tem 495 mil inscritos. Depois da limpeza feita por ele, aparecem apenas 349 vídeos publicados. Ou seja, o quantitativo apagado ou tornado privado equivale a 76,49% do total que o canal tinha anteriormente.

Em áudio enviado pela sua assessoria, o ex-senador nega que o fato de ter apagado mais de mil vídeos do seu canal no YouTube tenha relação com a queixa-crime no STF. Ele alega que os mesmos conteúdos estão disponíveis em seus perfis no Facebook e no Instagram e diz que a motivação foi a falta de engajamento devido a bloqueios a seus vídeos por determinação do próprio YouTube.

Embora Malta não tenha sido específico sobre o que determinou os bloqueios, o YouTube informa em sua plataforma que, em caso de violação de diretrizes da comunidade, notifica o usuário e pode bloquear o conteúdo. Entre as situações que configuram violação estão conteúdos com desinformação sobre vacinas, eleições e relacionadas à Covid-19.

O ex-senador já havia adotado medida similar em abril do ano passado. Durante a realização da CPI da Pandemia, Malta apagou vídeos antivacina no YouTube, assim como o fizeram diversos bolsonaristas naquela ocasião.

"Foram vídeos que foram travados lá (no YouTube), vídeos com pouco engajamento, porque na época da pandemia eles me proibiram de falar de tudo. Eu tinha uma lista de palavras que não podia falar. Fui bloqueado por 30 dias por causa de um vídeo que eu criticava o (João) Doria (ex-prefeito de São Paulo)", alegou o senador.

"Todos os meus vídeos em que eu critico os ministros do STF estão no Facebook, no Instagram. Nós fizemos uma limpeza porque estava travado o meu canal no YouTube. Mas continua tudo no HD. Limpei e ainda estamos limpando mais, os vídeos que não tiveram engajamento porque foram bloqueados, foram derrubados. Não tem razão nenhuma para apagar nada", assegura, no áudio. 

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