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Governo federal vai implantar "Uber do servidor" na Grande Vitória

Em vez de carros oficiais, servidores federais vão usar aplicativo de transporte administrativo para se deslocar em serviço. Previsão é de economia de R$ 830 mil por ano

Vitória
Publicado em 07/05/2021 às 12h31
Pessoa no celular
Por meio de aplicativo, servidores federais poderão solicitar corridas para deslocamento administrativo. Crédito: Freepik

Os servidores públicos federais da Grande Vitória, que usam carros oficiais para se deslocar a trabalho, vão contar com uma nova forma de transporte: o TáxiGov. O serviço é semelhante ao aplicativo Uber e deve ser implantado até agosto no Espírito Santo.

Atualmente, já existe no Estado um aplicativo similar para servidores estaduais, o TáxiGovES. Agora, o serviço vai ser implantado pelo governo federal e deve atender cerca de 9 mil funcionários que atuam em setores de órgãos públicos como Advocacia-Geral da União, Ministério Público Federal, Receita Federal, Ufes e Ifes.

A previsão é que o aplicativo gere uma economia de R$ 830 mil por ano na Grande Vitória. Isso se dará por meio da substituição de carros oficiais e corte de despesas com manutenção e pagamento de motoristas. 

COMO VAI FUNCIONAR

O serviço vai ser acionado pelos próprios servidores, por meio de aplicativo ou computador. Eles vão ter um cadastro com login e senha para poder pedir a corrida.

O transporte não pode ser usado para fins pessoais, apenas para atividades relacionadas ao trabalho. Os trajetos vão ser fiscalizados pelos gestores, pelos registros que ficam disponíveis na própria plataforma. No fim, o governo paga apenas o deslocamento das corridas.

"Esse modelo é mais vantajoso para a administração porque só se paga pelo recurso no momento do uso, não precisa ter carro disponível, motorista, gastos com manutenção. Dessa forma, vamos racionalizar as despesas com deslocamento de servidores", afirmou o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert.

De acordo com o Ministério da Economia, a adesão ao serviço não é obrigatória nem deve ser aplicada em todos os órgãos federais. O Ibama, por exemplo, que tem um caráter fiscalizatório, deve ficar de fora. 

"Esse serviço atende a um deslocamento administrativo, de servidores que usam carros para ir a reuniões, a uma audiência. Em órgãos que exercem atividades de campo, como o Ibama realiza, os veículos vão ser mantidos, porque são necessários para fiscalização. Nesse caso, faz mais sentido a gente manter os carros disponíveis, porque são muito usados", explicou Heckert.

A chegada do TáxiGov a Vitória faz parte de um projeto de ampliação do serviço, em vigor desde 2017 no país. Atualmente, 15 capitais já contam com o aplicativo. A expectativa é implantar o serviço nas 27 capitais até o fim do ano.

A primeira fase de implantação do TáxiGov em Vitória e outras três capitais começou nesta segunda-feira (3), com a abertura de intenções de registro de preço para contratar empresas que vão fornecer o serviço de transporte. O processo fica aberto até o dia 14 de maio. 

A partir daí, o Ministério da Economia vai fazer o levantamento de quais órgãos e entidades querem participar da licitação, que deve durar 60 dias. 

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