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Mesa Diretora na Assembleia

Deputados caminham para consenso em torno do nome de Erick Musso

Um grupo formado por novatos se reuniu na tarde desta quinta-feira para discutir o assunto. Embora não haja definições, atual presidente da Assembleia ainda é o único definido na disputa

Publicado em 03 de Janeiro de 2019 às 23:15

Maíra Mendonça

Publicado em 

03 jan 2019 às 23:15
Erick Musso é o atual presidente da Assembleia Legislativa Crédito: Ales/Divulgação
A Assembleia Legislativa segue em recesso até o início de fevereiro, mas nos bastidores o consenso em torno do nome de Erick Musso (PRB) para comandar a próxima Mesa Diretora da Casa vem se consolidando.
Na tarde desta quinta-feira (3), um grupo de 11 dos 15 deputados novatos, eleitos em 2018, se reuniu em mais um almoço para discutir o tema. Em nota divulgada à imprensa, sinalizaram a intenção de comporem uma chapa única, na qual os novatos ocupariam os postos de 1º e 2º secretário.
"Em respeito aos anseios populares manifestado nas urnas, se o presidente for um deputado reeleito, os dois principais secretários serão novatos, ou vice-versa", diz o texto. Entre os deputados reeleitos, Erick Musso, que atualmente preside a Assembleia, é o único parlamentar declaradamente candidato à presidência da Assembleia.
Em seu discurso durante a posse do governador Renato Casagrande (PSB), na última terça-feira (1º), Musso não só ressaltou as conquistas da Casa durante o tempo em que liderou a Mesa Diretora, como também deu demonstrações claras de intenção que o Legislativo trabalhe em prol da governabilidade de Casagrande.
"Meu desejo é que a nova Assembleia, que toma posse daqui a 30 dias, continue sendo essa Casa que se preocupa, acima de tudo, com os interesses da sociedade. Nessa mesma toada, espero que a próxima Mesa Diretora, e não obstante o próximo presidente, tenham o mesmo compromisso social que tivemos ao longo dos dois últimos anos. E que estejam alinhados com o Palácio Anchieta e o governador eleito que ora toma posse", pontuou na ocasião.
Já os recém-chegados afirmam que não há definição acerca do tema e que ainda não foram escolhidos nomes que poderiam encabeçar uma chapa própria ou compor uma chapa única. Apesar disso, o nome de Erick Musso é bem aceito pela maioria. Coronel Alexandre Quintino, por exemplo, que esteve na reunião, afirma: "É uma pessoa que goza de muito respeito entre os deputados novos". Ele também ressalta a intenção dos novatos de ocuparem o mesmo espaço dos veteranos.
"Os 15 deputados novos que foram eleitos como representantes do povo capixaba devem estar inseridos como aqueles que estão lá. O que queremos é um tratamento isonômico. Participar em todos os processos como os demais deputados, inclusive na Mesa Diretora e nas comissões", disse Quintino.
Junto a Torino Marques, Capitão Assumção e Danilo Bahiense, Quintino forma o quarteto de deputados eleitos pelo PSL, que possui a maior bancada da Assembleia. Por determinação do partido, eles votarão em bloco. Por isso, o possível apoio do grupo pode ser fundamental para Musso.
Deputados aliados de Musso já antecipam, inclusive, que o presidente já contaria com o apoio de 21 dos 30 deputados, incluindo, assim, alguns dos recém-chegados. "Dia 10 acho que teremos o início da coleta de assinaturas para a chapa do Erick", informou um deles.
GOVERNADOR
A definição dos novatos em relação ao rumo a ser tomado – se irão lançar uma chapa própria ou se ficarão alinhados com Musso – dependerá também do diálogo com o governador Renato Casagrande (PSB). De acordo com o secretário da Casa Civil, Davi Diniz, o chefe do Executivo estadual deverá iniciar conversas individuais com os parlamentares já a partir deste fim de semana. "Mais o certo é que segunda, terça e quarta-feira isso será intensificado", garante.
Diniz afirma que desde o ano passado vem conversando com todos os deputados. Ele afirma que no momento o governador não tem preferência por nomes, mas que o objetivo é que uma chapa de consenso seja formada, a fim de facilitar as relações entre o Palácio Anchieta e a Assembleia Legislativa.
"Nosso objetivo é criar um consenso que contemple os eleitos e reeleitos. Uma chapa única é sempre melhor, pois toda vez que temos consenso, tendemos a caminhar para um posterior mais harmônico", explicou Diniz, que também pondera: "A vontade do governo é participar da construção dessa chapa de consenso, mas respeitando a autonomia do poder Legislativo".

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