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Cirurgia

Bolsonaro teve paralisia do intestino por excesso de ar, diz médico

Presidente apresentou dificuldades para eliminar gases e equipe médica precisou introduzir uma sonda nasogástrica para retirar o excesso de ar do seu intestino

Publicado em 11 de Setembro de 2019 às 16:26

Publicado em 

11 set 2019 às 16:26
Bolsonaro anuncia "plena recuperação" nas redes sociais Crédito: Reprodução/Twitter
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresentou dificuldades para eliminar gases e, por isso, a equipe médica introduziu uma sonda nasogástrica para retirar o excesso de ar do intestino do presidente, afirmou o médico responsável pela cirurgia de Bolsonaro, Antônio Macedo, na manhã desta quarta-feira (11).
"Fizemos um raio-x do abdômen e ele apresentou distensão do estômago e do intestino grosso, que estava cheio de ar", disse Macedo, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde o presidente se recupera de uma cirurgia realizada no domingo (8) para correção de uma hérnia incisional.
O boletim médico de Bolsonaro, também divulgado na manhã desta quarta, informou ainda que o presidente passou a ser alimentado diretamente na veia. Até esta terça-feira, Bolsonaro mantinha uma dieta líquida, à base de água, gelatina, chá e caldo ralo.
O médico afirmou que o presidente não tem quadro infeccioso e que a "paralisação" do intestino, conhecido como íleo paralítico, é normal em cirurgias de grande porte. "Em cirurgias como essa, você é obrigado a manipular o intestino. A resposta natural do intestino a qualquer agressão é a paralisia", explicou.
"Quando o intestino é aberto, chega uma hora em que ele engole muito ar e não consegue soltar. Aí você consegue tirar o ar pela sonda", disse o médico.
De acordo com Macedo, Bolsonaro apresentou o mesmo quadro em cirurgias anteriores, em 12 de setembro de 2018 e em 28 de janeiro de 2019. Ele disse ainda que hoje o presidente já evacuou e eliminou gases, "o que é um bom sinal". "Nós não colocamos a sonda nos dois primeiros dias porque é algo muito agressivo", afirmou Macedo.
De acordo com o médico, não há previsão para retirar a sonda nasogástrica e nem para que o presidente volte a se alimentar por via oral. De acordo com o médico, os exames laboratoriais de Bolsonaro estão estáveis. "As partes de circulação e de cardiologia estão ótimas", disse Macedo.
O médico afirmou, ainda, que o presidente tem falado o mínimo possível. "Até com a gente (equipe médica) ele fala baixinho, para não engolir ar".
Retorno
Na terça-feira, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro teria condições de comandar o País na quinta-feira, 12, mesmo de dentro do hospital. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, essa decisão ainda será tomada.
Desde domingo, e pelo menos até quinta-feira, o presidente em exercício é o general Hamilton Mourão.

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