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Fugiu com o carro da vítima

Suspeito de envolvimento na morte de mulher em Guarapari é localizado em MG

Alex Almeida de Barros, de 48 anos, foi localizado com ferimentos na cidade de Rio Casca após tentar incendiar o próprio corpo durante fuga; vítima estava desaparecida havia cerca de 20 dias

Publicado em 27 de Maio de 2026 às 20:11

Nayra Loureiro

Publicado em 

27 mai 2026 às 20:11
Rosi Mari Marcelly Ayala foi encontrada morta nesta quarta-feira (27); Alex de Almeida Barros, companheiro dela, é o suspeito
Rosi Mari Marcelly Ayala foi encontrada morta nesta quarta-feira (27); Alex de Almeida Barros, companheiro dela, é o suspeito e foi preso em Minas Gerais Reprodução

O homem suspeito de envolvimento na morte de Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, foi localizado nesta quarta-feira (27) em Rio Casca, Minas Gerais. Segundo informações da polícia mineira, Alex Almeida de Barros, de 48 anos, foi encontrado com queimaduras após tentar atear fogo no próprio corpo durante a fuga.  


As buscas pelo suspeito começaram logo após a descoberta do corpo da vítima dentro de um apartamento no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari.


Rosi Mari Marcelly Ayala foi encontrada morta nesta quarta-feira (27), em avançado estado de decomposição, dentro do imóvel onde morava. Segundo familiares, ela estava desaparecida havia cerca de 20 dias. 

Fuga

Suspeito já foi identificado pelas forças de segurança e estaria fugindo em direção ao estado mineiro utilizando o carro da vítima, um Honda Fit
Suspeito estaria fugindo em direção ao estado mineiro utilizando o carro da vítima, um Honda Fit Reprodução

Ainda segundo a PM, equipes tentaram abordar o suspeito em Rio Casca, mas ele tentou incendiar o próprio corpo utilizando gasolina. “Tentaram abordar o carro. Ele tentou se queimar lá, atear fogo com gasolina. Depois correu para o mato”, relatou um policial envolvido na ocorrência. 


Após cerco policial, o homem foi localizado com ferimentos graves. A polícia mineira informou nesta quinta-feira (28) que ele segue internado em leito de Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital da região. "Até o momento, não há escolta policial no local, uma vez que o flagrante não foi ratificado pela autoridade de polícia judiciária", explicou. 


A Polícia Civil do Espírito Santo reforçou que a causa da morte de Rosi Mari ainda depende de conclusão de laudos periciais. "Neste momento, não é possível afirmar a motivação ou a natureza do crime. As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do caso", finalizou. 

Família desconfiou do desaparecimento

Familiares de Rosi passaram a desconfiar da situação após ficarem dias sem conseguir falar com ela por telefone. A vítima e a família dela são de Goiás. Segundo conhecidos, Rosi, que deixa um filho, já maior de idade, morava no Espírito Santo há 2 anos. Segundo os parentes, as respostas enviadas pelo celular da vítima aconteciam apenas por mensagens escritas.


Uma corretora e amiga de Rosi recebeu uma ligação do ex-marido dela relatando desconfiança. "Nessa ligação, ele mostrou que estava preocupado porque a Rosi, há um tempo, mais ou menos 20 dias, já não falava mais em ligação ou áudio, apenas por mensagem trocada. E nessa hora a gente lembrou que nos últimos dias só havia comunicação dela por mensagem escrita. O último áudio que ela enviou foi no dia 7 ou 8 de abril", lembrou Sirlete Miranda. 


Ainda conforme o registro policial, Rosi mantinha um relacionamento com o suspeito havia cerca de dois anos. O corpo foi encontrado depois que familiares pediram ajuda para entrar no apartamento. A proprietária do imóvel autorizou o acesso lateral da residência, momento em que foi percebido um forte odor vindo do local.

Suspeita de interesse financeiro

Segundo informações apuradas pela Polícia Militar, há indícios de que o suspeito tentava receber valores relacionados à venda de um imóvel da vítima. “A mulher vendeu o apartamento por uns 300 e poucos mil e ele tava querendo pegar esse dinheiro. Estava se passando por ela, inclusive, para receber o dinheiro da corretora, mas a profissional desconfiou”, informou um policial militar.


O vizinho de Rosi, o aposentado Reni José Freitas, que tinha comprado móveis da vítima, também recebeu cobranças vindas do celular dela, mas achou suspeito. A primeira chegou no dia 19 de maio. A mensagem dizia: “Faz um pix para o meu namorado, eu estou autorizando”. 

Conversas entre vizinho e o número de Rosi
Conversas entre vizinho e o número de Rosi Reprodução

Depois disso, as mensagens não pararam. A última foi na segunda-feira (25). O vizinho afirma ter deixado o dinheiro com a síndica, mas o valor não chegou a ser entregue à vítima nem a Alex.


"Essa última parcela que eu tinha que pagar para ela eu recebi essa mensagem dele dizendo que não sabia exatamente quanto era. Eu disse que era o acordado e, na realidade, depois me mandaram outro pix e pedindo pra eu deixar o dinheiro. Não sei se era ele ou ela, desconfiei porque achei difícil ela ter um compromisso e pedir alguém pra receber por ela, ela sempre me pagou aqui", disse Reni.

Condenação por matar mulher

Euzineia Loyola foi encontrada morta em sítio de Anchieta. Alex foi condenado pelo crime TV Guarapari

A Polícia Militar informou ainda que o homem possui antecedentes por estelionato e também já teria sido condenado anteriormente por feminicídio“Ele é reincidente. Tem uma condenação por feminicídio, cumpriu cinco anos e foi posto em liberdade”, afirmou um policial durante o atendimento da ocorrência.


Apesar de a PM de Minas afirmar que Alex foi condenado por feminicídio, a reportagem apurou que a tipificação do crime, que vitimou Euzinete Loyola em 2020, na cidade de Anchieta, foi de homicídio simples. Veja o que diz abaixo o TJES:


O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) informa que o citado foi condenado pelo crime de homicídio simples (art. 121, caput, do Código Penal), com pena de 12 anos de prisão. À ocasião de setembro de 2025, o condenado, que estava preso desde agosto de 2020, teve concedido o livramento condicional após cumprir mais de um terço da pena e preencher os requisitos legais para isso.

Errata

30/05/2026

A versão anterior desta reportagem informava erroneamente que o homem havia sido preso. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, ainda não há autuação formal contra o indivíduo, que permanece internado em estado grave e sem escolta. Paralelamente, a Polícia Civil do Espírito Santo esclareceu que a causa da morte da vítima depende da conclusão de laudos periciais, impossibilitando, no momento, a confirmação da motivação ou da natureza do crime. O título e o texto original foram atualizados.

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