A polícia prendeu nesta sexta-feira (17), um dos suspeitos de incendiar um morador em situação de rua, em outubro de 2022, no Centro de Vitória. O crime, com requintes crueldade, e cometido por motivo banal, impressionou até mesmo a equipe de investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória.
De acordo com a Polícia Civil, o motivo teria sido uma promessa de churrasco não cumprida pela vítima, o que teria gerado uma discussão e motivado o crime. A prisão ocorreu também no Centro da Capital.
O crime aconteceu no dia 28 de outubro de 2022, enquanto a vítima dormia em uma barraca de camping na Praça Ubaldo Ramalhete, que fica na rua 7. O homem e os dois suspeitos são moradores em situação de rua e se conheciam.
De acordo com informações do titular da DHPP Vitória, delegado Marcelo Cavalcanti, na noite anterior ao crime, a vítima e um dos autores discutiram.
“Eles discutiram por conta de um benefício que a vítima recebia e havia prometido um churrasco, o que não foi cumprido. Eles brigaram na noite anterior ao crime e por esse motivo ele incendiou o homem”, disse o delegado.
Em um vídeo divulgado pela polícia, é possível ver o momento que dois homens chegam próximo à barraca da vítima e atiram um líquido inflamável. Eles então acendem um fósforo e jogam no homem que, para apagar as chamas, chega a se jogar na grama.
A banalidade e a crueldade chamaram a atenção dos investigadores.
"Até nós que trabalhamos com o crime, ficamos chocados com a ação. A motivação para o crime nos chama muito atenção devido a banalidade da vida humana"
Após o incidente, a própria vítima se dirigiu a um hospital e pediu ajuda. Por conta da gravidade das queimaduras, ele passou mais de um mês internado. Após alta médica, se dirigiu a DHPP de Vitória, onde prestou depoimento e fez exames no Departamento Médico Legal (DML).
Após quatro meses de investigação, a polícia chegou aos suspeitos e conseguiu cumprir um mandado de prisão temporária de um deles. O segundo homem encontra- se foragido e a polícia pede ajuda, através de denúncias anônimas, para que seja possível detê-lo.
“São criminosos com uma ficha grande no crime, sendo craques do crime. Eles tem passagens por roubo, furto, tentativa de homicídio”, relatou o delegado-geral da Polícia Civil (PCES), José Darcy Arruda.