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Em Vitória

Policial penal é investigado após soldado do Notaer denunciar importunação

Vítima denunciou que caso aconteceu no hangar do Notaer, na sexta-feira (17); servidor segue atuando no núcleo, mas em horários e setor diferentes da denunciante

Publicado em 23 de Outubro de 2025 às 13:58

Felipe Sena

Publicado em 

23 out 2025 às 13:58
Helicóptero do Notaer no hangar
Helicóptero do Notaer no hangar Crédito: Divulgação Governo do ES
Um policial penal que atua no Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Casa Militar (Notaer) está sendo investigado após uma soldado da Polícia Militar (PM) denunciar ter sido vítima de importunação sexual. O episódio teria ocorrido na sexta-feira (17), dentro do hangar do Notaer, na área do Quartel do Comando-Geral da PM, em Vitória. 
Em documento interno da Casa Militar, ao qual A Gazeta teve acesso, consta que a soldado relatou que o policial penal teria passado a mão nela enquanto ela trabalhava em um computador na sala dos mecânicos de manutenção aeronáutica. A vítima disse que o servidor se aproximou por trás e a tocou na lateral do corpo, de forma forçada. A militar afirmou que reagiu e saiu do local por ficar “em choque”.
O documento é assinado pelo comandante do Notaer, tenente-coronel Cristian Amorim Moreira Knaip, e destinado ao secretário Chefe da Casa Militar, o coronel Jocarly Martins de Aguiar Júnior. No comunicado, consta que, ao saber do ocorrido, Knaip orientou a soldado a registrar o caso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória. A soldado foi registrar o boletim de ocorrência acompanhada de uma sargento da unidade. 
A Secretaria da Casa Militar, por meio do Notaer, informou, em nota, que enquanto o caso é apurado, o servidor segue atuando no núcleo, mas em horários e setor diferentes da denunciante. "O Notaer reforça que todo o apoio foi e continuará sendo prestado à servidora e não compactua com qualquer tipo de ato em desacordo com a lei dentro de seu ambiente de trabalho, que é composto por integrantes de todas as forças de segurança do Estado", destacou.
Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória. "Até o momento, nenhum suspeito foi detido. Como se trata de crime contra a dignidade sexual, detalhes não serão divulgados, uma vez que o procedimento corre sob sigilo", afirmou a corporação.

O que dizem Polícia Penal e PM

A Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) esclareceu que o policial penal está cedido ao Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). "A instituição esclarece que tomou conhecimento do caso e que a Corregedoria já iniciou a apuração dos fatos, conforme os procedimentos administrativos cabíveis", disse em nota.
Procurada por A Gazeta, a Polícia Militar disse que os servidores envolvidos estão lotados no hangar do Notaer e respondem à chefia da instituição e da Secretaria da Casa Militar. "Portanto, não cabe à PM manifestação sobre o fato no momento", finalizou.

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