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DPCA

Polícia identifica três suspeitos de furtar armas em delegacia no ES

No último final de semana, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) foi arrombada e duas submetralhadoras foram levadas

Publicado em 10 de Julho de 2018 às 23:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jul 2018 às 23:00
Delegado-geral da Polícia Civil, Guilherme Daré Crédito: Elis Carvalho
A polícia já sabe quem são os criminosos que invadiram a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para roubar armas. Guilherme Daré, delegado-geral da Polícia Civil, afirmou nesta terça-feira (10) que as investigações estão adiantadas e que até o fim de semana as três pessoas envolvidas diretamente com o crime já devem estar atrás das grades.
O furto foi descoberto na manhã da última segunda-feira quando um investigador da unidade chegou ao local, que fica em Jucutuquara, em Vitória, para trabalhar.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Estado Espírito Santo (Sindipol /ES), os bandidos invadiram a delegacia pelos fundos, forçaram a grade, quebraram a janela e usaram um pé de cabra para arrombar o cofre e roubar as armas.
Diferente do que foi divulgado pelo Sindipol na última segunda-feira, de que três metralhadoras foram roubadas, Guilherme Daré afirma que foram duas submetralhadoras levadas.
Também diferente do que Sindicato afirmou, de que os policiais acreditam que a delegacia foi arrombada na última sexta-feira, dia do jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo, Daré acredita que o crime aconteceu entre sábado e domingo.
“Já sabemos quem são os autores, então já imaginamos onde as armas estão circulando. A polícia investiga tudo. A princípio a gente não vê a possibilidade de um policial estar envolvido no caso. No entanto, se lá na frente a Corregedoria identificar a participação de algum policial, ele será preso”, disse o delegado-geral.
Falhas
Segundo Guilherme Daré, as submetralhadoras não poderiam passar a noite na delegacia.
“Existe a orientação da Chefia de Polícia e da Segurança Pública que armas longas não devem permanecer nas unidades pela noite. Vamos abrir procedimento e apurar porque essas armas estavam naquele local. Elas deveriam ser entregues, após o expediente, à Delegacia de Armas, Munições e Explosivos (Dame) ou serem levada para casa pelos policiais”, explicou.
Daré completou que se houve fragilidade da polícia, será feita uma reformulação para que isso não ocorra mais. Ele ainda deixou um recado aos criminosos que roubaram as armas e garantiu que as submetralhadoras serão localizadas.
“Quando se atinge uma instituição como a Polícia Civil, se atinge o Estado do Espírito Santo, a sociedade. A polícia está apurando com muito rigor e será assim até a gente recuperar as armas. Esse crime não ficará impune. E nós, que temos o dever de proteger a sociedade, não vamos permitir isso de forma alguma”, afirmou.

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