A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), concluiu o inquérito que investigou o crime de maus-tratos a animais em um apartamento de Vila Velha. Em janeiro, vários animais foram encontrados mortos e maltratados, dentro da residência, localizada no Centro de Vila Velha. Segundo informações da polícia, mais de 10 cachorros morreram no apartamento.
As investigações foram conduzidas em conjunto com a CPI dos Maus-Tratos, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES). Pai, mãe e filha foram convocados a prestar depoimento à CPI nesta quarta-feira (24), às 14 horas, na Ales.
Outras informações serão divulgadas em coletiva de imprensa marcada para às 17 horas desta quarta (24).
O CASO
A morte dos animais foi descoberta depois que moradores estranharem o forte odor que vinha do apartamento, localizado no segundo andar de um prédio residencial na Rua Sete de Setembro, em Vila Velha. O cheiro era tão forte que ultrapassou a barreira formada pelas duas portas de entrada trancadas e lacradas com fita adesiva nas extremidades.
Vídeos e fotografias feitas no apartamento revelaram o cenário desolador: o chão estava repleto de fezes dos animais e restos de jornais molhados com a urina deles; os cestos de lixo estavam revirados e espalhados; as bacias que deveriam estar com água, totalmente secas. Sem contar os restos mortais.
DINHEIRO DE VAQUINHA USADO PARA COMPRAR DROGAS
A dona do apartamento onde os animais maltratados foram encontrados é uma jovem de 22 anos. Ela também teria utilizado R$ 15 mil, adquiridos em uma vaquinha virtual - destinada aos cuidados com animais resgatados -, para comprar drogas.
ABRIGO DA FAMÍLIA FOI FECHADO
Durante as investigações, um abrigo mantido pela família da jovem foi interditado, na Serra. O local onde os animais estavam aparentava pouca salubridade, mas os cães não apresentavam sinais de maus-tratos. Os animais - 34 cachorros - foram recolhidos.