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Polícia aguarda laudo para definir investigação sobre morte de ex-aluno do Ifes

Prazo para resultado do exame que vai apontar a causa do óbito é de 10 dias e pode ser prorrogado pelo mesmo período, segundo a Polícia Civil

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 19/01/2022 às 12h24
Jovem foi identificado como Gabriel de Souza Araújo, de 21 anos
Jovem foi identificado como Gabriel de Souza Araújo, de 21 anos. Crédito: Família/Arquivo Pessoal

A morte do jovem Gabriel de Souza Araújo, de 21 anos, em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, continua um mistério para a família. O atestado de óbito, do Serviço Médico Legal (SML) de Colatina, apontou afogamento como a causa. A Polícia Civil, no entanto, aguarda o exame cadavérico para definir a investigação do caso, se for constatado que houve uma morte violenta. O prazo para o resultado é de 10 dias, que pode ser prorrogado pelo mesmo período.

O caso é apurado pela Polícia Civil, que informou que realiza a Verificação de Procedência de Informações (VPI) para levantar os fatos e as circunstâncias que levaram o jovem à morte. 

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JOVEM NÃO SABIA NADAR

A irmã de Gabriel, Deborah de Souza Araújo, de 24 anos, relatou que o jovem tinha hematomas na nuca e um braço deslocado quando foi encontrado. Ela não acredita na versão de que tenha ocorrido afogamento.

“Não acredito que foi essa a causa. Está estranho demais. Ele tinha marcas de agressão quando foi encontrado. Hematomas na nuca e um braço deslocado. O Gabriel não sabia nadar. Os amigos dele falavam que ele tinha medo de entrar na água”, afirmou.

DESAPARECIMENTO

Segundo Deborah, Gabriel recebeu uma ligação de telefone na madrugada de sábado (15) e não contou à família com quem tinha conversado. A irmã falou que o jovem já mantinha diálogos com esta pessoa anteriormente, mas nunca revelou quem ela era. Horas depois, durante a manhã, Gabriel entrou em um ônibus e não foi mais visto.

A Polícia Civil comunicou que uma equipe realiza diligências para elucidar alguns pontos do dia do desaparecimento do jovem.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil informa que o caso está na fase de Verificação de Procedência das Informações (VPI) para chegar aos fatos e circunstâncias que levaram o jovem à morte e, por enquanto, é tratado como encontro de cadáver. 

Após este levantamento, que também depende dos resultados do exame cadavérico que tem o prazo para sair pela legislação de 10 dias, podendo ser prorrogado por igual período, a autoridade policial vai definir se haverá instauração de inquérito, caso seja constatada morte violenta.

A equipe está realizando diligências para elucidar alguns pontos do dia do desaparecimento do jovem. A repercussão por si não afeta o trabalho da polícia judiciária tendo em vista que certas etapas não podem ser atropeladas, tudo de forma a garantir o melhor resultado para a investigação.

A Polícia Civil destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181, que também possui um site onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas.

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