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Cariacica

Padrasto é preso após estuprar e engravidar menina de 11 anos

De acordo com o delegado Lorenzo Pazolini, nos últimos seis meses este é o sexto ou sétimo caso de estuprador na Grande Vitória

Publicado em 03 de Janeiro de 2019 às 18:27

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

03 jan 2019 às 18:27
DPCA Crédito: Fernando Madeira | GZ
Um homem foi preso nesta quarta-feira (2), em Cariacica, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) acusado de estuprar e engravidar a enteada, de 11 anos. De acordo com o delegado Lorenzo Pazolini, nos últimos seis meses este é o sexto ou sétimo caso de estuprador na Grande Vitória.
Em coletiva de imprensa, o delegado deu mais detalhes sobre o caso, que qualificou como um caso "extremamente grave e cruel, que demonstra a frieza do acusado". Ele informou, ainda, que são mais de 350 abusadores presos nos últimos quatro anos pela DPCA, e isso leva a reflexão da sociedade. "Que sociedade é essa que estamos vivendo que não protege as nossas crianças?", indagou.
Padrasto é preso após estuprar e engravidar menina de 11 anos
O abusador, que não terá a identidade revelada por questões de segurança da criança, conviveu por mais de quatro anos com a menina. "Os abusos aconteciam dentro de casa, no momento em que a mãe não estava. Ela é uma salgadeira autônoma, que luta para criar os filhos. No momento em que as crianças estavam frágeis, enquanto dormiam, ele levava a menina de 11 anos para o quarto do casal e, na mesma cama em que dormia com a esposa, abusava da enteada", contou o delegado.
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"Não satisfeito em abusar e gerar um filho na própria enteada, esse cidadão passou a ameaçar a família e a própria criança, dizendo que aquilo não ia ficar assim e que era melhor que eles voltassem à DPCA e pedissem para mudar o depoimento", explicou.
O homem foi interrogado por duas vezes e negou a prática criminosa, disse que "jamais faria uma coisa dessas" e que tinha muito carinho e apreço pela criança. "Na terceira vez, apresentamos um laudo de DNA e ele veio a confessar o crime, e falou que efetivamente mantinha relações com a própria enteada há mais de seis meses", informou Pazolini.
O delegado disse ainda que, assim que a mãe desconfiou da gravidez da criança, conversou com ela, e foi a partir daí que ela disse que foi abusada pelo padrasto. A mãe, então, imediatamente procurou a delegacia e protegeu a filha, não permitindo mais contato com o abusador.

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