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Operação do MPES apura possível simulação de confronto policial para encobrir homicídio

Operação do MPES apura possível simulação de confronto policial para encobrir homicídio

Ação aconteceu na manhã desta sexta-feira (19) para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão em Cachoeiro de Itapemirim

Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 13:43

MPES e PMES apuram fraude processual em suposto confronto policial
MPES e PMES apuram fraude processual em suposto confronto policial Crédito: Divulgação/ MPES

Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Staged. O objetivo é apurar suposta participação de policiais militares e de um cidadão civil em um crime de fraude processual no contexto de um homicídio, alegadamente ocorrido em situação de confronto policial. Há indícios de possível simulação de enfrentamento com a finalidade de encobrir a real dinâmica dos fatos.

A ação visava cumprir seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. 

O MPES informou que a operação tem como finalidade o esclarecimento dos acontecimentos e a responsabilização individual dos envolvidos, caso confirmadas as irregularidades, e o fortalecimento dos princípios da legalidade, da transparência e da probidade na atuação das instituições de Segurança Pública. As investigações prosseguem em andamento e tramitam sob sigilo.

Atuaram na ação o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Sul), com o apoio de policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Corregedoria da Polícia Militar e do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (PMES).

Por meio de nota, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiros do Espírito Santo disse que os militares foram encaminhados para Vitória, onde vão passar por exame de corpo de delito. Em seguida, serão levados ao presídio militar. A Aspra-ES afirma que acompanha o caso desde o início e que segue prestando suporte jurídico e social aos policiais associados e aos respectivos familiares. 

Polícia Militar informou que as investigações seguem em sigilo para não atrapalhar as apurações e garantir o andamento correto do processo.

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