Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 18:42
Um jovem identificado como Ramon Emanuel Santanna da Rosa, de 20 anos, foi assassinado no bairro Goiabeiras, em Vitória, devido a um racha no Primeiro Comando de Vitória (PCV). O crime ocorreu em 9 de agosto do ano passado. Ao divulgar a conclusão do inquérito nesta terça-feira (13), a Polícia Civil informou que as investigações apontaram que ele atuava na região como olheiro de José Felipe Carvalho dos Santos, conhecido como Salomão, um dos dez traficantes mais procurados do Espírito Santo e ex-líder do tráfico local, ligado à facção. >
A presença de Ramon incomodou, pois ele pertencia ao 'PCV do Rio' enquanto o grupo que atualmente estava dominando a região era o 'PCV dos Crias/Original'. Conforme o delegado, os nomes diferentes dentro da mesma associação criminosa surgiram após um racha na organização. Tudo começou quando Salomão fugiu para a Rocinha, no Rio de Janeiro, em 2019, e se associou ao Comando Vermelho. Da cidade carioca ele seguiu comandando os bairros Jabour e Maria Ortiz, em Vitória, o que desagradou Igo Figueiredo de Oliveira, de 22 anos, também membro do PCV >
Nesse momento, Igo tomou o ponto de venda de drogas da Grande Goiabeiras e denominou a própria gestão de 'PCV dos Crias/Original', e a de Salomão como 'PCV do Rio'. Para que Salomão não retornasse, ele ordenou que dois indivíduos sob seu comando, Ediel de Souza dos Santos, 33 anos, e Ícaro Gabriel dos Santos Silva, 20, matassem Ramon. O chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, delegado Ramiro Diniz, contou que os três foram presos no ano passado: Ícaro em 23 de setembro, Igo em 23 de outubro e Ediel em 28 de novembro.>
“Percebemos que a desavença começou de um ano pra cá. Não é de forma declarada, mas vem incomodando aos poucos e começam a tomar essa decisão”, explicou o delegado.>
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Apesar da permanência do comando do que seria o 'PCV do Crias', a Polícia Civil afirma que a atuação da facção está enfraquecida. "Com o passar do tempo, os traficantes que também são PCV, mas que ficam aqui no bairro, não quiseram mais esse domínio por parte deles de fora. Eles acreditam que eles têm o direito ali na região. Mas agora são enfraquecidos porque as principais lideranças deles foram presos nesse homicídio aqui", frisou o delegado. >
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