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Operação Telic

MPES faz nova denúncia contra advogados ligados ao PCV que atuavam em Vila Velha

Os réus foram denunciados pelos crimes de organização criminosa armada com participação de adolescente, tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional qualificada

Publicado em 27 de Maio de 2026 às 17:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 mai 2026 às 17:08

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ofereceu nova denúncia contra quatro advogados e um guarda municipal investigados por integrarem um núcleo jurídico ligado à facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV), com atuação na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (27).


A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Central) no âmbito da Operação Telic e recebida pela 7ª Vara Criminal de Vila Velha, que também determinou medidas cautelares contra os investigados.


Entre as medidas estão a conversão de prisões temporárias em preventivas, a decretação de uma nova prisão preventiva, a manutenção do afastamento funcional do guarda municipal e a suspensão do exercício da advocacia dos quatro denunciados.


Além disso, a Justiça proibiu os investigados de entrarem em unidades prisionais e de manter contato com pessoas privadas de liberdade. Segundo o Ministério Público, os denunciados vão responder pelos crimes de organização criminosa armada com participação de adolescente, tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional qualificada.

Núcleo jurídico da facção

De acordo com as investigações, os advogados utilizavam prerrogativas profissionais para favorecer interesses do PCV, transmitindo mensagens e ordens entre lideranças presas e integrantes da facção em liberdade.


Ainda segundo o MPES, uma das advogadas denunciadas exerceria papel central na estrutura criminosa. “As investigações apontam que mensagens, orientações e determinações relacionadas à atuação da organização criminosa eram transmitidas por intermédio desse núcleo”, informou o Ministério Público.


O órgão também afirma que os investigados intermediavam comunicações, obtinham informações sigilosas e contribuíam para atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à manutenção da estrutura da facção.

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Guarda municipal teria acessado sistemas restritos

As investigações apontam ainda que o guarda municipal denunciado teria utilizado acessos a sistemas restritos da segurança pública para consultar e repassar informações sigilosas de interesse da organização criminosa.


Segundo o MPES, dados extraídos de plataformas policiais e penitenciárias eram compartilhados com integrantes do núcleo jurídico. O objetivo, conforme a denúncia, seria monitorar investigações, movimentações prisionais e outras informações protegidas por sigilo funcional.

Comunicação entre líderes presos e criminosos em liberdade

Conforme apurado pelo GAECO, os denunciados também teriam atuado para manter a comunicação entre lideranças do PCV presas e integrantes que atuavam fora do sistema prisional.


A facção investigada é alvo de apurações relacionadas ao tráfico de drogas, circulação de armas de fogo, homicídios, corrupção de agentes públicos e outros crimes praticados na região da Grande Terra Vermelha.


Na decisão que recebeu a denúncia, a Justiça entendeu haver elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal. Segundo o texto da decisão, há indícios de autoria e materialidade dos crimes investigados, além da necessidade de preservação da ordem pública e da instrução criminal.

Operação Telic

A Operação Telic foi instaurada para investigar integrantes do Primeiro Comando de Vitória com atuação em Vila Velha. Segundo o MPES, a nova denúncia representa mais um avanço das investigações sobre diferentes núcleos de atuação identificados dentro da organização criminosa. 


A Justiça também determinou o levantamento do sigilo do processo, mantendo restrição apenas sobre documentos protegidos por sigilo legal ou informações de caráter pessoal.

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