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Morador de Vitória é procurado por movimentar R$ 100 milhões após golpes

Morador de Vitória é procurado por movimentar R$ 100 milhões após golpes

Suspeito obtinha valores de terceiros com a promessa de realizar investimentos em produtos de uma marca de eletrônicos. Investigado utilizava diferentes estratégias para despistar o sistema financeiro, entre elas, depósitos fracionados

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 11:11

 - Atualizado há 2 dias

Um morador do bairro Jardim Camburi, em Vitória, identificado como Tarlan Moura Lyra, de 40 anos, é procurado pela Justiça suspeito de movimentar R$ 115 milhões em plataformas de apostas esportivas após aplicar golpes, forma encontrada para pulverizar as quantias obtidas de maneira ilícita. Para conseguir cometer os golpes, o suspeito atraia as vítimas com a promessa de investimentos em produtos de uma marca de aparelhos eletrônicos.  

Polícia Militar foi a residência dele para cumprir um mandado de prisão preventiva, na tarde de quinta-feira (22), mas encontrou apenas os pais do investigado. A investigação apontou que após receber o dinheiro, Tarlan utilizava diferentes estratégias para despistar o sistema financeiro, entre elas, depósitos fracionados, prática conhecida como "smurfing".

Ela consiste na divisão do valor total em quantias menores para serem depositadas em dias diferentes para burlar mecanismos de controle do sistema financeiro. Além disso, segundo a polícia, Tarlan utilizava contas em casas de apostas (bets), em uma espécie de lavagem de dinheiro, desta forma dificultando a identificação da origem e do destino dos valores.

Despistou e sumiu 

Durante buscas no imóvel, os militares localizaram uma pistola. Questionados, os pais de Tarlan afirmaram que a arma pertencia ao filho e que ele teria se mudado para São Paulo, sem informar o novo endereço.

Ainda segundo o mandado de prisão, mesmo já inadimplente com diversas vítimas, o investigado continuou solicitando novos aportes financeiros. As pessoas lesadas relataram que Tarlan desapareceu. Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que ele estaria providenciando documentação para deixar o país. Diante desses elementos, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.

Procurada, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa). "Até o momento, um número reduzido de vítimas (cerca de quatro ou cinco vítimas) procurou a unidade para registrar ocorrência. Para preservar a apuração, nenhuma outra informação será repassada", disse a corporação. 

A reportagem de A Gazeta tenta contato com Tarlan, e mantém este espaço disponível para manifestação da defesa. 

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