O delegado José Darcy Arruda, que pediu demissão do comando da Polícia Civil do Espírito Santo na última sexta-feira (3) alegando problemas de saúde, se despediu da corporação na quarta-feira (8) e anunciou sua aposentadoria. "Não vou negar que é um momento difícil, pois quem me conhece de fato sabe o quanto eu amo esta instituição", escreveu, em uma publicação nas redes sociais.
Arruda publicou um vídeo no qual deixa o gabinete de delegado-geral. A partir desta quinta-feira (9), o espaço passa a ser ocupado por Jordano Bruno Gasperazzo Leite, nomeado pelo governador Ricardo Ferraço (MDB) para comandar a corporação.
Na publicação, Arruda relembrou sua trajetória de mais de 33 anos na Polícia Civil. O delegado começou em Barra de São Francisco, Noroeste capixaba, passou por delegacias especializadas, pela Corregedoria, pela Subsecretaria de Inteligência, até ser nomeado delegado-geral pelo então governador Renato Casagrande (PSB), em 11 de janeiro de 2019.
"Destes anos dedicados à polícia, 7 anos e 4 meses foram como delegado-geral, cargo que almejei e me preparei para assumir. Sinto orgulho de ter sentado na cadeira de DG (delegado-geral), que não é um lugar fácil e sim solitário, porém o Deus que eu creio e confio me guardou, me orientou e guerreou por mim", escreveu Arruda.
Findo minhas funções como delegado de polícia, me despeço de companheiros fiéis, os aconselho a trabalharem com perseverança, e agradeço a Deus por ter aberto e fechado as portas da minha vida
Mudanças no comando da Polícia Civil
Além de Jordano Bruno como delegado-geral, o governador Ricardo Ferraço definiu Fabrício Araújo Dutra para o cargo de delegado-geral adjunto.
Para assumir o comando da Polícia Civil, Jordano deixa o cargo de subsecretário de Estado de Inteligência. Em seu lugar, foi nomeado Paulo Expedicto Amaral Neto, que já foi titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) e gerente do Disque-Denúncia.
Fabrício Araújo Dutra, por sua vez, atuou no Grupo de Operações Táticas da Polícia Civil, foi titular da Superintendência de Polícia Regional Norte (SPRN) e atuava na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
José Lopes Pereira, que atuava como delegado-geral adjunto, foi desligado da função. Ele foi indiciado com outras seis pessoas pela Corregedoria da Polícia Civil por uso ilegal de dados sigilosos.