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Em Vila Velha

Grupo que usava distribuidora para lavar dinheiro vendia 'drogas gourmet'

Seis pessoas foram presas na operação, que aconteceu na quinta-feira (21) em bairros do município canela-verde

Publicado em 22 de Setembro de 2023 às 14:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 set 2023 às 14:46
O grupo criminoso que usava uma distribuidora de bebidas em Vila Velha para lavar dinheiro do tráfico de drogas tinha um público específico: eles vendiam haxixe, chamada pela polícia de "droga gourmet", por ser mais cara. Seis suspeitos de integrarem quadrilha foram presos na Operação Hammerfall, que aconteceu na quinta-feira (21).
Segundo apuração do repórter Vinícius Colini, da TV Gazeta, o haxixe vinha de países da Ásia com uma composição diferente, por isso o preço elevado. O faturamento da distribuidora de bebidas chamou a atenção da polícia: em apenas dois dias, por exemplo, o estabelecimento teria faturado R$ 90 mil.
"Valor totalmente incompatível com o que é declarado e com que uma distribuidora daquele porte, pequeno, pode receber. O patrimônio do tráfico se confundia com o patrimônio da empresa", detalhou o superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Romualdo Gianordoli. 

TCP na mira

Seis pessoas, algumas delas identificadas por envolvimento em ataques, foram presas durante a ação, que contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). O objetivo era prender traficantes e assassinos da organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que atua nos bairros Rio Marinho, Jardim Marilândia e Cobilândia. Além disso, cumpriu mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão.

Ataques

Com essas prisões, a expectativa da polícia é que os ataques diminuam. "Foi uma operação realizada em Vila Velha após levantamentos, planejamento; essas prisões vão impactar na redução de homicídios daquela região", disse o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

Lavagem do tráfico

"Essas distribuidoras têm sido abertas com frequências em bairros faccionados e muitas delas, infelizmente, são por esse motivo: da facilidade de lavar dinheiro pela total falta de controle, ausência de notas. Então eles colocam ali o faturamento e conseguem tornar o dinheiro lícito", finalizou o delegado Romualdo.

Foragido

Carlos Rogério do Nascimento Júnior, o Magrão, está foragido
Carlos Rogério do Nascimento Júnior, o Magrão, está foragido Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Segundo a polícia, Carlos Rogério do Nascimento Júnior, conhecido como Magrão, é chefe do esquema e um dos principais alvos da operação, mas a polícia não conseguiu prendê-lo. Quem tiver qualquer informação sobre ele, pode ajudar pelo Disque-Denúncia, no telefone 181. A ligação é gratuita e o sigilo garantido. Quem preferir, pode fazer a denúncia pelo site específico para comunicações à polícia. 

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