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Publicado em 24 de julho de 2025 às 16:25
O Espírito Santo registrou alta no número de casos de pessoas mortas pelas polícias Civil e Militar em 2024. É o que aponta o Anuário da Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (24). O estudo é desenvolvido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) a partir de informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais de todo o país.>
Os dados mostram que, em 2023, foram 65 mortes decorrentes de intervenção por policiais em serviço ou fora de atividade. Já em 2024, o número de vítimas subiu para 78.>
Além do Espírito Santo, outros nove estados registraram crescimento na letalidade policial entre 2023 e 2024: Maranhão, Piauí, Ceará, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Pará, São Paulo e Tocantins.
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Esses Estados estão na contramão da média nacional. Em todo o país, houve redução de 2,65% nas mortes provocadas pela polícia, caindo de 6.413, em 2023, para 6.243, em 2024.>
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Na divisão por capitais, o estudo mostra que em Vitória foram 19 casos, em 2023, e 37, em 2024. Na cidade não foram registradas mortes de policiais civis e militares em situação de confronto. >
O anuário destaca que no Brasil, em 2023, as mortes decorrentes de intervenção policial correspondiam a 13,8% do total de óbitos violentos intencionais. Em 2024, esse percentual teve leve alta, atingindo 14,1%.>
Observa-se que, embora o país esteja diante de redução dos homicídios e latrocínios, a letalidade provocada por agentes do Estado permanece elevada em várias polícias do país, à esquerda ou à direita do espectro político.>
Na divisão por faixa etária, é possível observar que a maioria das vítimas tem idade entre 18 e 24 anos. Já na divisão por raça/cor é possível ver que a população negra é a mais atingida no país.>
Um dos casos de morte provocada pela polícia que chamou a atenção no Espírito Santo foi o do jovem Danilo Lipaus Matos, de 20 anos, durante uma ação policial em Colatina, no Noroeste do Estado, em fevereiro deste ano. Ele dirigia um Fiat Strada, foi seguido pela polícia e morto durante uma abordagem.>
Ao todo, sete militares foram citados no processo, mas, conforme a corporação investigou, foram encontrados indícios de crime militar e de transgressão da disciplina militar na conduta contra quatro deles.>
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