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Megaoperação

Delegado após prisões de membros da Tropa do Urso: "É só o começo"

A operação Churchill cumpriu 35 dos 42 mandados de prisão expedidos contra investigados por integrar a organização criminosa

Publicado em 24 de Julho de 2026 às 18:15

Nayra Loureiro

Publicado em 

24 jul 2026 às 18:15
Superintendente de Polícia Regional Noroeste, delegado Arthur Bogoni
Superintendente de Polícia Regional Noroeste, delegado Arthur Bogoni | Divulgação | Polícia Civil

Integrantes e lideranças da Tropa do Urso, inclusive os que estão escondidos fora do Espírito Santo, continuarão sendo alvo das forças de segurança. A afirmação foi feita pelo superintendente de Polícia Regional Noroeste, delegado Arthur Bogoni, após a Operação Churchill, realizada na quinta-feira (23).


"Vamos atrás das lideranças onde quer que estejam. Todos que se intitularem integrantes dessa facção serão identificados, indiciados e presos. Trinta e cinco é só o começo", declarou o delegado durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24).


A operação cumpriu 35 dos 42 mandados de prisão expedidos contra investigados por integrar a organização criminosa.Os outros sete alvos continuam foragidos e são procurados pela Polícia Civil.


Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, a organização era monitorada havia meses. As investigações identificaram integrantes envolvidos com o tráfico de drogas em Colatina e na expansão das atividades para outros municípios.


Ao todo, cerca de 105 policiais participaram das diligências realizadas em Colatina, Cariacica, Aracruz, Serra e Águia Branca. A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) da 15ª Delegacia Regional de Colatina.


Além das prisões, os policiais apreenderam equipamentos de videomonitoramento, celulares, drogas e armas.

Entenda

A Tropa do Urso

A Tropa do Urso surgiu em Colatina e expandiu a atuação para municípios vizinhos. Segundo a Polícia Civil, o grupo mantém ligação direta com o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, mas não está subordinado ao Primeiro Comando de Vitória (PCV).


A colunista de A Gazeta Vilmara Fernandes revelou que as principais lideranças da facção capixaba estavam foragidas no Rio de Janeiro e comandam de lá os pontos de venda de drogas e outras ações do grupo por meio de chamadas de vídeo.

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Facção extremamente violenta

Entre os 35 presos na Operação Churchill estão investigados apontados como integrantes do braço armado da Tropa do Urso e suspeitos de atuar em ataques contra rivais e na proteção de pontos de venda de drogas.


O superintendente-adjunto de Polícia Regional Noroeste, delegado Deverly Júnior, informou que os mandados de prisão tinham como alvo lideranças da organização, gerentes locais e integrantes ligados diretamente ao tráfico de drogas. Parte dessas lideranças, no entanto, não foi localizada. Os nomes dos foragidos não foram divulgados.


De acordo com o delegado, a Tropa do Urso é considerada uma facção de alta violência. Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo é apontado como responsável por 16 homicídios registrados em Colatina em 2024, todos cometidos por determinação das lideranças.

Operações devem continuar

Operação Churchill cumpriu 35 dos 42 mandados de prisão expedidos contra investigados por integrar a organização criminosa.
Operação Churchill cumpriu 35 dos 42 mandados de prisão | Divulgação | Polícia Civil

A Operação Churchill contou com apoio da Superintendência de Polícia Regional Noroeste, da Superintendência de Polícia Regional Norte e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), além da Polícia Militar e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer).


O nome da operação faz referência à cidade canadense de Churchill, conhecida pela concentração de ursos, em alusão à organização investigada.


Segundo Bogoni, as ações continuarão enquanto a facção permanecer em atividade. “Aqueles que não foram alcançados serão alcançados outro dia, e aqueles que optarem por ingressar nessa facção terão o mesmo fim dos que foram presos”, finalizou.

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