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Câmeras flagraram assassino, diz filha de advogada morta em Santa Leopoldina

A professora Camilla Carmen Venturim de Paula confirmou que câmeras flagraram a execução da mãe dela e do marido, o iraniano Dali Atashi, ocorrida no último domingo (18), no sítio da família, no interior leopoldinense

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 20/04/2021 às 10h29
A advogada Marinelva e o marido foram assassinados em Santa Leopoldina
Marinelva e o marido, o iraniano Dali Atashi, foram mortos a tiros no último domingo (18) na propriedade deles no interior de Santa Leopoldina. Crédito: Reprodução/Facebook

Imagens do momento em que o casal Marinelva Venturim de Paula, de 62 anos, e o marido dela, o estilista iraniano Dali Atashi, de 67 anos, foram assassinados no sítio pertencente a eles no interior de Santa Leopoldina, na Região Serrana do Estado, já estão com a Polícia Civil. A informação de que as câmeras internas da propriedade registraram o duplo homicídio foi repassada pela filha da advogada, a professora Camilla Carmen Venturim de Paula, de 39 anos.

Com as imagens em posse da polícia, a filha da advogada pede por justiça e pela prisão dos envolvidos.

Em entrevista a reportagem da TV Gazeta, ela contou que o sítio localizado na região de Colina Verde era monitorado e, desde o momento em que soube do crime, já cogitava a hipótese de a ação ter sido filmada. O casal foi morto no último domingo (18), no local onde morava há mais de 20 anos.

"A novidade é que já tem a imagem do assassino na mão da polícia", contou Camilla. Em um primeiro momento, a PC de Santa Leopoldina vê como pouco provável a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) porque os relatos das pessoas ouvidas são de que nada foi levado da propriedade. Por se tratar de uma execução de uma advogada, a OAB-ES também acompanha as investigações.

"PARECIA BOMBA"

Vizinhos escutaram o barulho dos disparos, mas por ser algo incomum para a região, não acharam, de imediato, se tratar de tiros.

"Eu ouvi um disparo e achei que era bomba. Foi um e depois veio em sequência", contou o caseiro, que não estava na propriedade no momento do crime. Assim que ouviu os tiros, ele foi ao sítio, percebeu que não houve arrombamento e chamou pelo casal.

"Fui ver o que tinha acontecido e chamei pelo nome deles. Gritei Atashi, mas ele não respondeu. Quando cheguei lá, me deparei com os dois no chão. Na hora não acreditei, saí correndo e pedi socorro para o vizinho. A casa é toda monitorada, tem sensores, mas o alarme não disparou. Ele (Dali) foi atender a pessoa, pois estava com a chave nas mãos", complementou o homem que não será identificado.

DOS EUA PARA O ES

Marinelva e Dali se conheceram nos Estados Unidos e escolheram o interior leopoldinense para morarem por ser um local calmo e hospedeiro, como sempre desejaram.

"O Dali foi um estilista muito famoso nos Estados Unidos. Ele confeccionava roupas em couro, tinha um público muito seleto, incluindo celebridades daquele país. Nós morávamos nos EUA, conhecemos o Atashi lá, e ele e minha mãe se apaixonaram. Eles se casaram e com o passar dos anos resolveram vir morar no Brasil pela qualidade de vida, por ser um local tranquilo e ter uma comunidade acolhedora, mas o final não foi como eles sonharam", disse a professora.

Com informações de Gabriela Ribeti, da TV Gazeta

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