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Tragédia em Linhares

'Um dia vamos entender o propósito de Deus', diz pai de Kauã

Rainy Bukovsky é o pai do pequeno Kauã, que morava com a mãe e o padrasto em Linhares

Publicado em 23 de Abril de 2018 às 18:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 abr 2018 às 18:51
Rainy Butkovsky, pai biológico de Kauã, em frente ao DML de Vitória Crédito: Marcelo Prest | GZ
O comerciante Rainy Bukovsky, de 31 anos, que é pai do menino Kauã, de 6 anos, conta que esteve com o filho 15 dias antes da tragédia que tirou a vida dele e do irmão Joaquim, de 3 anos, durante incêndio em Linhares. Morador de Vitória, ele explica que é divorciado da mãe do menino, e que aproveitou o feriado de Nossa Senhora da Penha para visitar a criança.
"Passamos três dias em Linhares, eu, minha mãe, minha irmã e ele. São as lembranças que vão ficar, as lembranças boas que eu vou guardar. Não quero ver meu filho, o corpo dele da maneira como está, quero guardar as lembranças boas", declarou o pai.
Rainy recebeu a notícia da morte do filho na manhã de domingo (22). Ainda em busca de respostas, ele agora torce para que o corpo do filho seja liberado o mais rápido possível.
"Uma notícia muito dolorosa, que nos deixou de coração partido. Eu sei que agora meu filho é um anjo, e o irmãozinho dele também. Por mais que a luta seja difícil, eu sei que Deus vai dar força para nós. Não conseguimos entender o porquê, mas sei que um dia nós vamos entender todo o propósito de Deus. Peço a todos que façam corrente de orações para que a gente consiga agilizar esse processo, para amenizar um pouco esse sofrimento e a gente conseguir dar continuidade na vida", pediu.
O CASO
De acordo com um amigo da família, George estava sozinho na residência com o filho Joaquim e o enteado Kauã, que dormiam juntos em um dos quartos da casa.
Por volta das duas horas da madrugada, o pai escutou os meninos gritando e percebeu que a babá eletrônica estava apitando. Quando olhou o equipamento, identificou o fogo. Ele correu para o cômodo em que as crianças estavam e tentou socorrê-las. Mas não conseguiu retirar os meninos com vida do quarto.
Vizinhos que ouviram os gritos correram para ajudar, mas não foi possível. O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou fazer o socorro das crianças, mas segundo o sargento Paulo Roberto Rodrigues Nascimento, o quarto já estava tomado pelo fogo.
Quando a equipe conseguiu conter as chamas e se aproximar dos meninos, percebeu que os dois já estavam sem vida. A suspeita inicial é de que algum aparelho eletrônico possa ter causado o acidente.
Amãe de Kauã e Joaquim, que também é pastora, estava com o filho mais novo do casal em um congresso em Teófilo Otoni, Minas Gerais.
Muito abalada com as perdas, a mãe das crianças, a pastora Juliana Salles, preferiu não falar com a imprensa.
 
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