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Rio Doce

Manchas escuras na areia do Rio Doce intrigam moradores de Colatina

Apesar do receio de ser pó de minério, Sanear garantiu que cor se deve à erosão do solo

Publicado em 06 de Agosto de 2019 às 21:42

Larissa Avilez

Publicado em 

06 ago 2019 às 21:42
Fotos tiradas pelo internauta mostram as manchas escuras na areia do Rio Doce, em Colatina Crédito: Josué Ahnert
Depois do avanço do assoreamento no curso do Rio Doce, outra preocupação começou a surgir em quem passava pela Ponte Florentino Avidos, no Centro de Colatina: o que causa e o que são as manchas escuras na areia? A suspeita principal – de que fosse minério – ainda remonta ao maior crime ambiental do país, ocorrido há praticamente quatro anos.
“Eu acredito que seja minério de ferro, como consequência do rompimento da barragem de Mariana”, disse a empregada doméstica Ireni Azeredo. “E isso me deixa muito preocupada, porque quase toda a população consome a água que vem do rio. Isso pode causar doenças, ser um problema de saúde pública”, completou.
A empregada Ireni Azeredo ficou preocupada quando viu pela primeira vez as manchas na areia do Rio Doce Crédito: Reprodução | TV Gazeta Noroeste
O palpite dela é o mesmo do internauta Josué Ahnert, que enviou um vídeo mostrando diversas manchas pretas no fundo do Rio Doce. “Olha só a coloração da areia. Só minério”, escreveu. A situação também chamou a atenção da dona de casa Nayara Cristina de Novaes. “Eu vi que estava diferente, nunca tinha visto assim”, garantiu.
Fotos tiradas pelo internauta mostra as manchas escuras na areia do Rio Doce, em Colatina Crédito: Reprodução | TV Gazeta Noroeste
No entanto, o diretor do Sanear (Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental), Geraldo Avancini, garantiu que as manchas fazem parte de um processo natural. “Elas são causadas pelo depósito de material proveniente da erosão das montanhas, que se acumula na areia. É basicamente terra”, explicou.
Ainda de acordo com ele, o fenômeno só está sendo percebido agora por causa da vazão do rio, que está mais baixa, devido ao período de estiagem. “Nessa época de escassez hídrica, a velocidade e a turbidez da água diminuem e faz com que esse acúmulo de sedimentos aconteça e seja visível para nós”, esclareceu.
Por fim, Avancini garantiu que a captação e a qualidade da água distribuída não estão sendo afetadas. “O Sanear capta a água em canais mais profundos e o sistema de tratamento utilizado faz com que esses resíduos fiquem retidos nos filtros. A população pode ficar tranquila, que a nossa água passa por análise diária e está adequada para consumo”, finalizou.
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