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Justiça ainda não definiu destino de gêmeos encontrados em caixote no ES

Irmãos de 3 anos que ficavam presos em caixote de madeira na casa onde viviam com os pais estão em abrigo da prefeitura desde a última terça-feira (10)

Publicado em 16/07/2018 às 12h59
Pais são detidos após polícia encontrar irmãos de 3 anos presos em caixote. Crédito: Divulgação/Polícia Militar
Pais são detidos após polícia encontrar irmãos de 3 anos presos em caixote. Crédito: Divulgação/Polícia Militar

Os irmãos gêmeos de 3 anos, que foram encontrados presos em um caixote de madeira, na zona rural de Santa Teresa, Região Serrana do Estado, continuam em um abrigo da prefeitura. A Justiça ainda não definiu o destino deles. Os meninos foram levados ao abrigo na última terça-feira (10), após serem resgatados por policiais militares e o Conselho Tutelar.

A gerente administrativa da Secretaria Municipal de Assistência Social, Iraci Carlini, confirmou que os gêmeos não saíram do abrigo. “Quem determina o desabrigamento é o Poder Judiciário, e o caso segue em segredo de Justiça. Os meninos estão bem”, afirmou.

Questionada se os irmãos recebem visitas de parentes no abrigo, Iraci explicou que é uma informação sigilosa. “O Estatuto da Criança e do Adolescente é bem claro ao dizer que o vínculo familiar precisa ser mantido, e nós seguimos as leis”, respondeu.

CAIXOTE

A caixa de madeira foi construída pelo pai dos meninos. Ele trabalha em plantações de café na parte da manhã e a mãe dos gêmeos fica em casa, para fazer o almoço e fazer as atividades domésticas. Para garantir a segurança dos filhos, segundo eles, preferiam mantê-los presos no caixote, que tem o tamanho de um berço e ainda era dividido com um pedaço de madeira no meio. Apesar da situação, as crianças não estavam machucadas e não apresentaram qualquer tipo de trauma, segundo a Polícia Militar. Os pais alegam que os filhos ficavam presos apenas pela manhã.

No dia que os irmãos foram resgatados, os pais foram encaminhados à Delegacia de Aracruz, onde prestaram depoimento e foram liberados. O caso é investigado como maus-tratos infantil. De acordo com uma tia dos gêmeos que pediu para não ser identificada, a família contratou um advogado para conseguir de volta a guarda dos meninos.

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