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Noroeste

Idoso é nocauteado e morre após supostamente recusar atendimento; família contesta

A vítima, de 61 anos, foi encontrada já sem vida dentro da casa onde morava em Pancas, no interior do Estado

Publicado em 17 de Novembro de 2019 às 17:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 nov 2019 às 17:09
O corpo foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) para ser feito o exame cadavérico Crédito: Brunela Alves/Arquivo
Um homem identificado como Vanderlei Rodrigues de Freitas, de 61 anos, foi encontrado morto neste domingo (17), dentro da casa onde morava na cidade de Pancas, no Noroeste do Estado. No sábado (16), a vítima foi levada para um hospital desacordada após ser nocauteada em uma briga.
Familiares contaram à polícia que encontraram Vanderlei já sem vida em cima da cama. Ele estava com hematomas na região do rosto por conta da confusão registrada no dia anterior.
Segundo a Polícia Militar, Vanderlei levou um soco e caiu no chão já desacordado. Ele foi socorrido e levado para o hospital, de acordo com a PM, mas não quis permanecer na unidade. 
O corpo foi periciado e encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) para ser feito o exame cadavérico, que vai apontar a causa da morte.

FAMÍLIA CONTESTA VERSÃO

A família de Vanderlei, em contato com a reportagem, disse que ele não recusou atendimento médico, conforme consta no boletim de ocorrência feito pela polícia. Segundo os parentes, o idoso, que era dono de uma oficina, foi ao pronto atendimento da cidade, mas foi liberado pela equipe médica porque no local não havia raio-X. Uma sobrinha da vítima conta que o médico do plantão não medicou nem examinou o empreendedor e o orientou a ir até o hospital de Colatina, nesta segunda-feira (17) para fazer os exames. 
"Nenhum encaminhamento foi entregue. Temos a ligação de uma enfermeira falando que ele deveria estar às 6h30 em Colatina. A filha dele e o genro entraram no atendimento médico com ele. Ele não se recusou. Mas estava muito nervoso, aparentemente transtornado. Talvez a pancada que levou na cabeça deixou ele nessa situação. Como estava agitado, em determinado momento disse que queria ir embora. Mas em nenhuma ocasião se recusou a ser avaliado pelo médico", disse uma amiga da família que o acompanhou durante a ida à unidade de saúde.

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