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Refugiados venezuelanos se emocionam ao chegar no Espírito Santo

Três venezuelanos, que estavam refugiados em Roraima, foram contratados por uma empresa de Vila Velha. A CBN acompanhou o desembarque emocionante

Publicado em 03/09/2019 às 09h17
Atualizado em 07/09/2019 às 19h37
Venezuelanos que chegaram para trabalhar no Espírito Santo na primeira refeição em solo capixaba. Crédito: Ricardo Medeiros
Venezuelanos que chegaram para trabalhar no Espírito Santo na primeira refeição em solo capixaba. Crédito: Ricardo Medeiros

Os olhos marejados ao pisar no aeroporto de Vitória traduzem a mistura de sentimentos: a tristeza de ter que sair do seu próprio país para sobreviver, a saudade dos familiares que ficaram, mas também a esperança de ter uma vida mais digna com esse recomeço no Espírito Santo.

A CBN acompanhou a chegada ao Estado de três refugiados da Venezuela que foram contratados por uma empresa de vendas de colchão de Vila Velha, na Grande Vitória.

Eles trouxeram as famílias. Um grupo de seis adultos e sete crianças, que estava em Roraima, desembarcou na manhã desta terça-feira (03), no Aeroporto de Vitória.

Eles fazem parte da Operação Acolhida, do Exército Brasileiro, que apoia os venezuelanos que chegam ao Brasil, fugindo da crise econômica e da instabilidade política no país vizinho.

Em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, eles receberam abrigo e refeições. Como manifestaram interesse em permanecer no Brasil, o Exército encontrou essa empresa em Vila Velha que quis contratá-los.

A reação deles ao chegar em Vitória emocionou a todos, inclusive o representante da empresa que foi ao aeroporto buscá-los. José Gregório, de 46 anos, que é marceneiro e saiu da Venezuela há oito meses, chegou na área de desembarque chorando com a esposa e os dois filhos.

"Estou emocionado e muito alegre. E grato por conhecer esse Estado que conhecia pela internet e é muito lindo", comentou.

Os venezuelanos trazem na bagagem histórias de muito sofrimento. Nancy Cibeles, de 21 anos, se mudou para o Espírito Santo com o marido e três filhos e chora ao se recordar da fome que enfrentou na Venezuela. "A situação estava bem difícil, escola para minha filha... A alimentação, também, que estava cara, aumentou mais, para comprar tudo que ela precisa, como livros, material escolar, remédios quando estava passando mal, carro para chegar na escola... Passávamos muita necessidade", lembra.

Uma das sócias da empresa que deu emprego para os venezuelanos é a Glenda Amaral, que descobriu o projeto do Exército através de um conhecido. Ela movimentou amigos e familiares e conseguiu doação de roupas e móveis para os 13 que desembarcaram no Espírito Santo. "São pessoas que tem currículos muito bons, que são bons profissionais e estão lá à mercê. Estão na rua, morando na rua e precisando de ajuda", afirmou Glenda.

O grupo de venezuelanos, a princípio, vai morar junto em uma casa alugada. O primeiro mês de aluguel é pago pelo governo Federal. Hoje foi só o primeiro dia deles no Espírito Santo, mas os nossos irmãos venezuelanos já estão empolgados com essa vida nova em terras capixabas. Principalmente as crianças. "O Espírito Santo é muito bonito. Tem praia, igreja, montanha", se impressiona a Camila, de 7 anos, filha de José Gregório.

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