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Além do sarampo

Por que algumas doenças já erradicadas estão voltando?

Segundo especialistas, corremos o risco de voltar a ver rubéola e, atualmente, temos casos de caxumba e coqueluche, doenças que estavam sumidas

Publicado em 24 de Agosto de 2019 às 11:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 ago 2019 às 11:29
Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sarampo não é uma doença nova, mas considerada controlada há anos no Brasil. No Espírito Santo, não havia registro da doença havia seis anos, quando o paciente contraiu a doença fora do Estado. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná já há epidemia. Mas, por que essa doença voltou a atingir tantas pessoas em grande escala?
Para o infectologista Crispim Cerutti Junior, o motivo principal é que muitas pessoas tem deixado de realizar a imunização. “O sarampo pode matar dependendo da gravidade, é uma doença imunoprevenível. A vacina é um instrumento importantíssimo para evitarmos situação de surto e desfechos graves. Agora, as pessoas estão em pânico, mas até pouco tempo tinha gente preocupada em não vacinar com medo de vacina. Vacina não é inimiga, é o que temos de poderoso para impedir uma doença grave”, destaca Cerutti.
A opinião também é compartilhada pelo infectologista Lauro Ferreira Pinto. Para ele, o fato da vacinação dar certo, a população “esqueceu” dessas doenças, e consequentemente, de se proteger delas.
“As vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. Quando se tem uma doença que não se ouve falar mais, as pessoas esquecem de vacinar e existe um relaxamento de cobertura vacinal”, pontua o médico.
Muitas doenças que foram embora, caíram as coberturas vacinais. Corremos o risco de voltar a ver rubéola e, atualmente, temos casos de caxumba e coqueluche, doenças que estavam sumidas
Crispim Cerutti Junior, infectologista
CICLO DE DOENÇAS
A vacina mudou trouxe uma quebra do ciclo de doenças virais como o sarampo. Crispim Cerutti Junior diz que em meados do século 20 eram ciclos de até 7 anos, tempo que necessário para renovar as pessoas suscetíveis a contrair a doença.
“Começava uma epidemia do sarampo, muitas pessoas adoeciam e ficavam imunes. Mas depois de sete anos, tinha uma nova geração para pegar a doença e uma nova epidemia. Até surgir a vacina, que mudou a história, diminuindo o risco de morte”, explicou.
DESINFORMAÇÃO
Os dois médicos apresentam fatores que colaboraram para a atual ausência imunização.
Para Crispim Cerutti Junior, um dos pontos são as falsas notícias sobre os efeitos das vacinas. “A disseminação irresponsável de notícias não fundamentadas sobre o risco da vacinação colaborou para que a cobertura vacinal caísse. As pessoas passaram a temer as vacinas ao invés de procurá-la para a defesa dos seus filhos”, destaca.
O infectologista também aponta que outro fator é a perda de estrutura em temas de saúde, por conta de dificuldades econômicas, por conflitos políticos e até bélicos.
Outro ponto que ajudou a desencadear a ausência de vacinação, e consequentemente a volta de doenças consideradas erradicas, como o sarampo, é a vida corrida das pessoas.
“Acredito que seja um relaxamento por não convivermos mais com a doença e também por as pessoas trabalharem muito mais, o que torna difícil a ida às salas de vacina durante a semana nos horários de trabalho. O desafio é como aumentar a cobertura vacinal”, afirmou o infectologista Lauro Ferreira Pinto.
 
 

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