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Identidade

'Iá, que massa!': Estado tem vocabulário e sotaque

Dialeto capixaba é rico em referências, mas tem a sua própria identidade

Publicado em 18 de Agosto de 2018 às 01:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 ago 2018 às 01:31
Antônio de Pádua Gurgel destaca influência vizinha Crédito: arquivo
Pode não parecer um sotaque tão marcante se compara ao de outras regiões como o Nordeste, o Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio. Mas o “dialeto capixaba” existe. Basta observar o semblante confuso do mineiro ou do nordestino, por exemplo, ao ouvir algo como “O show pocou”, “Matei a taruíra” ou mesmo o tradicional “Iá!”.
Essas palavras e expressões peculiares da nossa terra provam que, apesar de não ser tão conhecido como os demais, o jeito capixaba de falar existe, ainda que repleto de referências dos nossos vizinhos que para cá vieram. Pode não ser um sotaque tão forte quanto o deles, mas há uma singularidade na forma de se expressar no Espírito Santo.
É o que explica o mestre em Linguística e doutor em Língua Portuguesa José Augusto Carvalho, que pondera que, apesar de não haver um estudo ou mapa linguístico que ateste o dialeto capixaba, é possível identificar que esse sotaque existe.
“Existem palavras e expressões que só se falam aqui, além do sotaque, que nada mais é do que o modo peculiar de se falar dentro da língua portuguesa. A gente não tem tantas peculiaridades, mas as poucas – como o som de ‘is’, ao dizer por exemplo ‘três’ com som de ‘trêis’ –, já mostra a diferença dialetal”, comenta.
As culturas fortes que cercam o Estado, como a mineira, a baiana e a carioca, ajudam a pressionar esse estilo linguístico, de acordo com o jornalista e editor Antônio de Pádua Gurgel. “Quando se está conversando com alguém, é fácil identificar se ela também é capixaba, talvez quem é de fora não perceba isso.”
NOVO
Além da identidade da fala e da diversidade cultural, os especialistas são enfáticos ao definir a maior característica do capixaba: a abertura para as novidades. “Por sermos acostumados com a diversidade e com a mudança, não somos um povo fechado, mas recebemos muito bem as pessoas vindas de fora. E também as ideias e a modernidade”, acredita o historiador Fernando Achiamé.
SÓ A GENTE FALA
Top 10 do “capixabês”
1. Pocar: o mesmo que estourar, mas também tem sentido de sucesso, como “o balão pocou” ou “o show pocou”.
2. Iá: interjeição capixaba que cumpre o mesmo papel o “uai” mineiro ou do “oxe” baiano. Denota surpresa.
3. Taruíra: nome capixaba para lagartixa.
4. Chapoca: algo muito grande, como “uma chapoca de nariz”.
5. Gastura: Coisas desconfortantes e irritantes dão “gastura”.
6. Palha: algo ruim, fraco, malfeito.
7. Ir para o rock: Festa, balada, churrasco, boate, funk, pagode. Sair aqui é “ir para o rock”.
8. Catar e panhar: pegar ou colher algo. Exemplo: ”panha do café”.
9. Pegar e saltar do ônibus: aqui não se sobe ou desce do ônibus; se pega e salta.
10. Bicho: gíria que é colocada no lugar do sujeito, exemplo: “Que trânsito é esse, bicho?”.

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