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Homem morre afogado durante mergulho de pesca submarina em Guarapari

A vítima teria mergulhado com um arpão, na Praia do Morro, e não retornou mais à superfície

Publicado em 04/12/2019 às 20h38
Breno Soares, que morreu durante mergulho em Guarapari. Crédito: Arquivo da família
Breno Soares, que morreu durante mergulho em Guarapari. Crédito: Arquivo da família

Um homem de 22 anos morreu afogado depois de sair para pescar com um amigo, nesta quarta-feira (04), na Praia do Morro, em Guarapari. Breno Soares teria mergulhado com um arpão, para pesca submarina, mas não retornou à superfície.

Segundo a equipe do Corpo de Bombeiros Militar, o acionamento ocorreu por volta das 13h para atender uma vítima de afogamento. "O solicitante relatou que ele e seu amigo estavam em uma pesca submarina em alto-mar, quando a vítima desapareceu e que, após uma hora, encontraram a vitima já em óbito. A equipe de resgate foi até o local para a retirada e acionou a Perícia da Polícia Civil".

Tio recolhendo a roupa de mergulho que Breno estava usando. Crédito:  Esthefany Mesquita
Tio recolhendo a roupa de mergulho que Breno estava usando. Crédito: Esthefany Mesquita

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como afogamento. O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória.

Um amigo de Breno, que esteve no DML de Vitória, contou que a vítima pescava havia nove anos. "Ele saiu às 2h do bairro Ilha da Conceição, Vila Velha, com mais dois amigos. Eles estavam a 22 milhas da costa, já pescavam havia muito tempo. Ele desceu para mergulhar sozinho. Acredito que pela profundidade do mergulho ele perdeu o ar e não conseguiu voltar", disse.

"ME SINTO CULPADO PELO ACIDENTE", DIZ TIO

Marcelo Alves, tio de Breno Soares, que morreu afogado durante mergulho em Guarapari. Crédito: Esthefany Mesquita
Marcelo Alves, tio de Breno Soares, que morreu afogado durante mergulho em Guarapari. Crédito: Esthefany Mesquita

Marcelo Alves Soares, que é tio da vítima, disse que o esporte de pesca é uma paixão da família. "O Breno foi meu primeiro filho, filho de consideração. Ele começou a pescar comigo, por isso me sinto culpado pelo acidente".

O tio contou ainda que o esporte é feito em dupla por conta do risco. "A gente não vai para o mar sozinho. Os mergulhos são feitos em duplas. Mas acontece da dupla não se ver por 10 a 15 minutos que é tempo de ir para outro lado, subir até a superfície e pode ter sido neste meio tempo que o Breno se afogou, mas isso é só uma hipótese".

"O que conforta meu coração é saber que o fim da vida dele foi no lugar que ele mais amava, fazendo o que ele mais gostava", finalizou o tio, emocionado.

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