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Falsificação

Falso médico que atuava em presídio de Viana usou CRM de outra pessoa

A informação foi passada pela Invisa, empresa terceirizada que presta serviços de saúde prisional à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus)
Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 abr 2018 às 17:41

Publicado em 26 de Abril de 2018 às 17:41

Por meio de nota oficial, o Invisa declarou que o rapaz estava usando o número de CRM de outra pessoa Crédito: Divulgação
O falso médico Victor de Barcellos Zanon, que foi descoberto na terça-feira (24) prestando serviços a detentos do Presídio de Viana, no Espírito Santo, utilizou documento falso com número de registro que pertence a outro profissional da Medicina. A afirmação é do Instituto Vida e Saúde (Invisa) - empresa terceirizada que presta serviços de saúde prisional à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que havia contratado o acusado.
Por meio de nota, a Invisa informou que o rapaz apresentou documentos com número de registro no Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES). Posteriormente foi descoberto que o registro pertencia a outro profissional. Assim que soube da farsa, a empresa adotou as medidas cabíveis, registrando boletim de ocorrência na Polícia Civil e comunicando o fato ao CRM do Espírito Santo.
O CASO
Após denúncia, um falso médico foi descoberto no atendimento a detentos do Presídio de Viana na terça-feira (24). Acionada pela reportagem, a Sejus informou que afastou Victor de Barcellos Zanon de suas atividades e que iria denunciar o caso à Polícia Civil, Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina.
Segundo informações divulgadas por uma faculdade particular de Vila Velha, Victor ingressou na instituição no ano de 2012 após prestar vestibular no final de 2011. Em 2015, ele realizou o trancamento da matrícula e não retornou até o prazo determinado para reingresso.
Procurado pela reportagem do Gazeta Online, o CRM-ES declarou que iria averiguar o caso e, posteriormente, também encaminhar a denúncia para a Polícia Civil.
A reportagem também tentou entrar em contato com Victor, mas quem atendeu foi um primo do acusado, informando que o rapaz não se manifestaria sobre o assunto.

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